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BH Minha Cidade: Santo Agostinho

29 de novembro, 2019
Jornal da Cidade BH Notícia boa também dá audiência!

Bairro é um dos mais cobiçados de BH

História. Estádio da Colina sediou partidas de futebol com craques do Galo a partir dos anos 1930

Bairro da Zona Sul de Belo Horizonte, o Santo Agostinho é limitado pelo triângulo formado pelas avenidas Amazonas, Olegário Maciel e do Contorno, abaixo da Praça Raul Soares.

Formado em 1934, após a instalação do Colégio Santo Agostinho, o bairro, de mesmo nome, tornou-se um dos mais cobiçados de Belo Horizonte. Com uma população de aproximadamente 9 mil habitantes, se caracteriza pelo forte comércio, proximidade com hospitais e circuito cultural que inclui, teatros, cinemas e casas de show, além de excelentes bares e restaurantes.

Possui edifícios residenciais de alto padrão – muitos deles construídos nos últimos 10 anos – e o shopping Diamond Mall, que fica na divisa com o bairro de Lourdes.
Outras edificações importantes do bairro são a sede social do Clube Atlético Mineiro, o Edifício JK, o Hospital Mater Dei e o edifício sede da Cemig.

O Mater Dei foi inaugurado em 1º de junho de 1980, estimulado pelo ideal de construir um hospital que fosse útil à comunidade, segundo o presidente da Rede Mater Dei, Henrique Salvador. Hoje existe uma Rede Mater Dei, com unidades em outras localidades.

Mas a história do Santo Agostinho também é ligada à do futebol, mais especificamente do Clube Atlético Mineiro. Onde hoje fica o Shopping Diamond Mall, era o Estadinho da Colina.

Segundo o Site “Terceiro Tempo”, especializado em histórias do futebol, o estádio abrigou muitos craques alvinegros. Guará e Nicola foram os primeiros moradores dos alojamentos construídos sob as arquibancadas dos fundos, na Rua Rio Grande do Sul. Anos depois, ainda adolescentes, os ídolos Reinaldo e Toninho Cerezo aprontariam muito nas dependências do estádio do Galo.

Em 1925, o presidente do Atlético, Alfredo Furtado de Mendonça, permutou com a prefeitura o campo da Avenida Paraopeba – atualmente Augusto de Lima, onde está localizado o Minascentro – pelo terreno no Santo Agostinho, além de uma indenização. Três anos depois, com a ajuda do governador Antônio Carlos, as obras do estádio, que levaria o nome do político, foram iniciadas.

Em 30 de maio de 1929, o sonho do Atlético estava realizado. Em amistoso em que o Galo derrotou o então poderoso Corinthians de virada por 4 a 2, o estádio foi inaugurado. A inauguração da iluminação foi em 9 de agosto de 1930, quando o Galo goleou o Sport-MG por 10 a 2.

O Estadinho da Colina, com capacidade para apenas 5 mil pessoas, foi a casa do alvinegro até a construção do Independência no fim dos anos 1940. A inauguração do Gigante do Horto marcou a decadência do estádio atleticano, que acabou vendido à prefeitura na década de 1960. Foi a solução do clube para a forte crise financeira.





Diversão e religiosidade no mesmo espaço

Entretenimento. Com brinquedos, pista para prática de esporte e jardins, Praça Carlos Chagas oferece lazer gratuito para todas as idades

O Santo Agostinho também se destaca por oferecer diversão (de graça) na sua praça principal, a Carlos Chagas (Praça da Assembleia). Além da Igreja Nossa Senhora de Fátima, a área de 33.700 m2 é cercada por jardins projetados por Burle Marx, possui um coreto, uma academia da cidade, bicicletário, mesas para jogos de xadrez e uma ampla área equipada com playground e pista para prática de caminhada e corrida.

Recentemente, ela foi reformada e ganhou brinquedos para bebês e crianças até 10 anos, muitos banquinhos, áreas de sombras e espaço para correr à vontade. Gangorra, balanço, escorregador e trepa trepa são algumas das opções que atraem crianças todos os dias, com maior fluxo nos finais de semana.

É o caso de Olívia Vasconcellos Marra, que aos dois anos vai com frequência à praça. Sua mãe, a jornalista Mariana Veloso, conta que além dos brinquedos que fazem parte do local, aos sábados e domingos são montados pula-pula e infláveis.

Carrinhos elétricos são alugados por 15 minutos, a R$ 5, para que os baixinhos se sintam verdadeiros ases do volante. “A Olívia adora. Toda vez que visitamos a praça é quase obrigatório a locação de um desses veículos. Mas ela também não deixa de lado o pula-pula e o balanço”, conta Mariana.

Ambulantes que vendem brinquedinhos, algodão doce e balas, além de oficinas de arte circense e de pintura com monitores são outras atrações da Pracinha da Assembleia, geralmente nos finais de semana.

PROJETO ARROJADO

A religiosidade é outra marca da Praça Carlos Chagas, graças à igreja de Nossa Senhora de Fátima, encravada em seu centro.

Sua história data no início da década de 1940, quando teria sido construída na área da paróquia uma edificação provisória. Isso porque, em setembro de 1946, em visita à capital mineira, o Cardeal Patriarca de Lisboa, Portugal, Dom Manoel Gonçalves Cerejeira, presidiu, naquele local, o lançamento da pedra fundamental do Santuário Nossa Senhora de Fátima.

Em abril de 1949, a comissão responsável pelos trabalhos de edificação do templo católico adquiriu uma imagem para paróquia, que veio de Portugal para Belo Horizonte em 1953.

A igreja construída na década de 1950 permaneceu na Praça Carlos Chagas até o ano de 1992, quando então foi erguida a atual Igreja Nossa Senhora de Fátima. A obra de restauração durou dois anos.

Com projeto arquitetônico arrojado do engenheiro Ronei Lombardi Figueiras, a casa de Deus possui esculturas de Léo Santana e painéis e via-sacra de Ronei Lombardi.

No interior, apesar da concepção espacial unitária, o coro e átrio estão bem assinalados à entrada. Enquanto o presbitério é integrado ao ambiente da nave, destacando-se apenas por degraus e pela presença da escultura de Jesus e do maciço do altar-mor.

A Capela do Santíssimo apresenta piso em granito rústico e revestimento texturizado nas alvenarias. No espaço da nave, a ampla abóbada e o vazado dos vitrais resultam em ambiente claro.
Vista de fora, há a impressão que a igreja seja formada por três tendas, que significam a santíssima trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.





 

Restaurante premiado é referência no Santo Agostinho

Gastronomia. Consagrado chef Ivo Faria comanda o Vecchio Sogno

Um dos restaurantes mais premiados de Belo Horizonte, o Vecchio Sogno é referência gastronômica da cozinha criativa italiana, brasileira e internacional no bairro Santo Agostinho – e também de Belo Horizonte. Há 24 anos, o “ristorante” é comandado pelo consagrado chef Ivo Faria.

A casa oferece uma grande variedade de pratos que combinam sabores e aromas inesquecíveis, em um ambiente sofisticado. Um dos diferenciais do Vecchio Sogno Ristorante é o Souvenir Gourmet criado para quem procura uma opção de presente personalizada.

Pessoa física ou jurídica (empresa) pode adquirir o voucher para consumo no restaurante. A pessoa presenteada recebe um convite para desfrutar de um almoço ou jantar no horário que for mais conveniente, com a possibilidade de realizar a reserva com antecedência. Os valores vão de R$ 390,00 a R$ 600,00.

O restaurante também faz parte da Associação da Boa Lembrança. A confraria reúne casas que primam pela boa cozinha e qualidade dos serviços oferecidos.

No Vecchio Sogno, o prato oferecido é Agnolotti al plin del Pastore, uma criação do chef Ivo Faria. Ao pedir esta iguaria, o cliente leva para casa uma recordação: um prato de cerâmica pintado à mão com uma colorida representação do pedido degustado. A lembrança pode ser colecionada.

O restaurante tem outro serviço interessante, o Vecchio Sogno Buffet, para atender a clientes em festas particulares. São cardápios personalizados para cada ocasião: noivados, casamentos, aniversários, bodas, pequenos jantares em residência ou empresa, coquetéis para grandes grupos e eventos empresariais.

VOCAÇÃO

Quando se fala no Vecchio Sogno não tem jeito. O nome do chef Ivo Faria está inteiramente ligado ao restaurante e suas delícias.

Ele descobriu a vocação para a culinária aos 14 anos, quando entrou para o curso técnico de cozinha do Senac. Antes mesmo de concluir os estudos na Escola Técnica, Ivo já trabalhava como professor-assistente no Senac onde, anos depois, assumiu o cargo de instrutor-chefe.

Para ter uma formação completa, ele fez diversos estágios, tanto no Brasil quanto no exterior, além de cursos em diferentes áreas ligadas à culinária e administração de restaurantes.
Ivo participou – e ainda participa – de diversos festivais de gastronomia como convidado, colaborador e consultor.

Em 2019, Ivo recebeu da Revista Prazeres da Mesa o título de personalidade da gastronomia nacional. Sem contar as diversas vezes em que foi escolhido o melhor chef de BH, segundo concursos de revistas especializadas em gastronomia.





FOTOS DIVULGAÇÃO/ VECCHIO SOGNO

Assembleia Legislativa, a casa do povo

Preservação. Tombado pelo Patrimônio Público Municipal, prédio abriga móveis raros, vitrais e obras de artes, como escultura de Amílcar de Castro

Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais é uma das edificações mais imponentes do Santo Agostinho. O Palácio da Inconfidência, que abriga o prédio, é tombando pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte desde 24 de junho de 2009. Assim como seus mobiliários e os vitrais da capela, escultura de Amílcar de Castro e painel de madeira localizado na sala do Presidente.

Há ainda um pau-brasil plantado no Largo da Bandeira e um mural da descoberta do Brasil ao ciclo mineiro do café, também denominado no Dossiê de Tombamento da Prefeitura de Belo Horizonte por Mural Minas do século XVII ao século XX.

Logo na entrada do Palácio da Inconfidência, fica o Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC), que dá orientações e esclarece dúvidas do visitante. Neste pavimento, acessa-se as galerias superiores do Plenário e o Espaço Político-Cultural Gustavo Capanema, que é formado pelo Teatro, pela Galeria de Arte e pelo Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira. É composto pelo

Hall das Bandeiras e pelo hall principal, onde está a Tribuna Popular.
No térreo estão também os gabinetes do presidente e do 1º-secretário da Assembleia, além do Salão Nobre, espaço usado para recepcionar autoridades e que, assim como a Sala da Presidência.

CENTRO DE ATENDIMENTO AO CIDADÃO

O Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC) é o setor da Assembleia Legislativa de Minas Gerais responsável por fornecer informações sobre as atividades institucionais, a tramitação de projetos, a legislação mineira e federal e jurisprudência.

Além disso, o CAC recebe sugestões e denúncias que são encaminhadas para análise das comissões permanentes, facilitando a interlocução da sociedade com o Poder Legislativo. O Auditório José Alencar Gomes da Silva é mais um espaço de participação popular na Assembleia de Minas.

Localizado próximo ao Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira, o novo espaço atende à prioridade do Direcionamento Estratégico do biênio 2017-2019 de melhorar a infraestrutura da Assembleia para a realização de eventos.

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POLÍTICO-CULTURAL

O Espaço Político-Cultural Gustavo Capanema (EPC) foi inaugurado em 1992 e é formado pelo Teatro, pela Galeria de Arte e pelo Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira (integrado pelo Hall das Bandeiras e pelo hall principal, onde está a Tribuna Popular). Esses espaços recebem diversas manifestações culturais, como peças de teatro, apresentações musicais, exposições, feiras de artesanato e manifestações populares. Saiba mais sobre a ALMG Cultural.

O Teatro da Assembleia foi projetado pelo arquiteto Álvaro Hardy e tem capacidade para 145 pessoas.

A Galeria de Arte tem 250 m² de área útil, com pé direito de 7 metros, e é ocupada com exposições de artes plásticas e de artesanato; mostras educativas e culturais que integram a agenda institucional da ALMG; e lançamentos de obras literárias.

Na Galeria, está o mural da artista plástica Yara Tupynambá que conta a história de Minas Gerais. A restauração e a transposição do painel para o local fazem parte do projeto Memória do Legislativo Mineiro, do Direcionamento Estratégico Assembleia 2020.

Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira é o nome dado à entrada principal do Palácio da Inconfidência, que está voltada para a Praça Carlos Chagas. Ele é formado pelo hall principal, onde fica a Tribuna Popular; e pelo Hall das Bandeiras, onde está instalada escultura em ferro fundido do artista plástico mineiro Amilcar de Castro.

Na escultura, o triângulo dá passagem à representação popular, e o círculo simboliza a aliança da sociedade com o Legislativo. O local pode ser reservado por entidades e associações de classe para manifestações.





FOTOS ACERVO ALMG

Entrevista Clovis Oliveira





Para diretor do Colégio Santo Agostinho, a tradição agostiniana acredita na educação como um processo que se inicia com a própria pessoa

De um casarão com poucos alunos do início a uma das instituições de ensino mais importantes de Belo Horizonte e de Minas Gerais na atualidade. Assim é o Colégio Santo Agostinho, que de tamanha importância dá nome a um dos bairros mais conhecidos da capital mineira.

O colégio desde sempre tem uma educação baseada nos preceitos de Santo Agostinho, um dos mais importantes teólogos e filósofos nos primeiros séculos do cristianismo, cujas obras foram muito influentes no desenvolvimento da fé cristã e da filosofia ocidental. “Sempre estamos pela busca constante do conhecimento, cidadania e dignidade”, observa o diretor da escola, Clovis Oliveira.

Nesta entrevista ao JORNAL DA CIDADE, ele conta como tudo começou e a relação do colégio com a comunidade homônima.

JORNAL DA CIDADE A história do colégio está muito ligada ao bairro Santo Agostinho. Como tudo começou?

CLOVIS OLIVEIRA Nossa história começa em 1934 com apenas 75 alunos e uma única missão: oferecer uma educação baseada nos valores cristãos, na fraternidade, no conhecimento e no amor. Hoje, oito décadas depois, são mais de 3.500 alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio em uma constante busca por conhecimento, cidadania e dignidade. Em março de 1934, as atividades do Colégio tiveram início apenas para o sexo masculino, com 75 alunos. Primeiramente, em um imóvel alugado na Av. Olegário Maciel. Posteriormente, em uma sede própria construída na Av. Amazonas, sob a orientação do Padre Carlos Vicuña e inaugurada no dia 28 de março de 1936. Nos primeiros anos, o Colégio ministrava apenas o “Curso Ginasial”. Em 1958, o espaço foi ampliado com a construção de um prédio de quatro andares, com entrada pela rua Aimorés. Nele começou a funcionar um internato para alunos do Curso Secundário (2º grau). Um ano depois, iniciaram-se as atividades do Curso Primário e, em 1961, teve início o Pré-Escolar. Em 1973, houve uma grande mudança na vida do Colégio. O Corpo Discente que, até então, era formado apenas por alunos do sexo masculino, passou a receber meninas, com a matrícula inicial de 327 alunas. No ano seguinte, matricularam-se 1923 alunos, sendo 528 meninas.

Qual a relação do colégio com a comunidade do bairro que leva o seu nome?

No início, o Colégio Santo Agostinho era apenas um casarão, localizado na esquina da Av. Olegário Maciel com a rua Tupis, com salas de aula improvisadas e espaço suficiente para acomodar pouco menos de 80 alunos. Dois anos depois, o colégio deixou suas instalações provisórias e mudamos para nosso endereço definitivo: um quarteirão de 14 mil m², localizado no bairro que acabou sendo nomeado por causa da instituição: o bairro Santo Agostinho. Durante muitos anos, o colégio era até local de lazer para as crianças. A escola abria as portas aos sábados para as famílias. Assim como antigamente, continua influenciando o ritmo do bairro. No período de férias, algumas lojas nem abrem ou reduzem o horário de funcionamento.

O que o colégio faz/organiza para se integrar com maior intensidade e qualidade ao bairro?

Sempre que possível, o Colégio abre as portas para discussões com a comunidade em relação à segurança, por exemplo. O diálogo com a comunidade é constante.

O que o CSA faz para ser referência educacional do bairro Santo Agostinho?

Educar pessoas é missão para a vida toda, e diz respeito a toda comunidade. Por isso, o Colégio Santo Agostinho acredita no preceito “gente que forma gente”. A tradição agostiniana acredita na educação como um processo que se inicia com a própria pessoa, em sua inquietude e desejo de ser, conhecer, desenvolver-se como sujeito de sua história. Formar começa com o intuito de formar-se: descobrir e amadurecer suas capacidades, discernir valores e propósitos de vida, aprender e expandir os conhecimentos do mundo. Nesse processo de formar-se, a pessoa contempla a vida e o mundo, reconhecendo os saberes, as ciências, os costumes e aprendizagens que lhe antecederam, entendendo-se como parte integrante de uma comunidade. A escola é o espaço onde os saberes, tradições, sabedorias do passado e do presente convergem para auxiliar na formação das novas gerações. Assim, gente que forma gente se traduz de modo dinâmico no ensino, onde articulam-se os saberes acadêmicos e práticas pedagógicas dos professores, num diálogo permanente com as questões, perspectivas e demandas dos estudantes, num esforço comum de compreender o mundo e seus desafios. Desde a nossa fundação, nos preocupamos com o alto nível de capacitação dos nossos educadores. Por isso, nossa Gestão Escolar é formada por profissionais experientes e em sintonia com os novos desafios da educação.

FOTO DIVULGAÇÃO JC/CSA


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