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Apertem os cintos, o estepe sumiu

05 de abril, 2019
Jornal da Cidade BH Notícia boa também dá audiência!

Impressões ao Dirigir. Equipado com pneus Run Flat, SUV da Ford continua versátil, mas tem desempenho e acabamento acanhados.

O novo Ecosport já é um utilitário simpático, com design limpo, moderno e que realmente agrada. A versão Titanium, avaliada pelo JORNAL DA CIDADE, incrementou a versatilidade do modelo, que agora ganhou uma pegada muito mais urbana, mais voltada para a família.

A Ford ousou ainda ao apresentar, apenas para esta versão, um sistema de simplesmente faz o estepe externo sumir: o Run Flat. Isso mesmo: o que antes dava um “ar” off-road e estradeiro ao modelo, agora não existe.

Além de muito mais interessante visualmente, parece que a ausência do pneu “dependurado” na tampa do porta-malas trouxe mais estabilidade ao modelo.





Pneus autossuportantes

Mas o que fazer quando furar o pneu? É aí que dá um certo medo de imprevistos. Por isso, a sugestão para quem adquirir este Eco é entender muito bem como funciona o Run Flat.

Os pneus do SUV agora são mais robustos e considerados autossuportantes. Possuem flancos, ombros e talões projetados para aguentar a carga em caso de queda de pressão e permitem o veículo continuar a rodar por até 80 quilômetros a 80 km/h de velocidade.

Mas atenção. Existe um kit de reparo que obrigatoriamente deve ser levado dentro do veículo, composto de compressor elétrico e frasco de líquido selante. Com isso, a distância de rodagem pode ser estendida para 200 quilômetros, respeitando sempre o limite de velocidade de 80 km/h.

E se você cair numa cratera e rasgar o pneu de fora a fora? Senta na beira da estrada ou na calçada e chora? Mais ou menos. A montadora não traz solução de imediato se o estrago no pneu for muito extenso. Nesse caso, melhor mesmo é acionar o guincho da seguradora.

O fabricante do pneu do Ecosport é a Michelin. Se serve de consolo, ele garante que analisou mais de 13 mil pneus ao fim de sua vida útil no Brasil e que quase 40% apresentavam pelo menos uma perfuração (reparada ou não) sendo que estes pneus tinham, em média, 1,5 perfurações ou reparos cada.





Sob o capô

Outra mudança na nova linha da versão Titanium é a troca do motor 2.0 pelo 1.5 litro. Agora o propulsor de maiores cilindrada e potência está disponível apenas no Ecosport Storm, aquela série mais esportiva conhecida pela carroceria pintada em “marrom alaranjado”.

A vantagem do motor 1.5 que gera 137 cv são os dados de economia de combustível. Realmente ficaram bem melhores tanto com etanol quanto com gasolina. Mas o comportamento dinâmico do Ecosport perdeu com isso.

O modelo possui problemas nas retomadas de aceleração, apesar o câmbio automático (que não é o Power Shift mais) ter machas bem escalonadas. Falta força mesmo ao Titanium, mesmo sendo 13 quilos mais leve que a versão anterior.

Mas para quem precisa do SUV para rodar na cidade, tudo bem. A força do motor vai faltar mesmo nos trechos rodoviários e com o porta-malas cheio e mais ocupantes dentro do habitáculo.

Se o desempenho do motor não é tão atraente assim, a nova calibração da direção elétrica e dos sistemas de suspensão e freios pareceram ser bem acertados. Transmitem segurança e estabilidade ao modelo da Ford.

Couro ecológico

Internamente, o Ecosport Titanium é amplo, tem volante de boa pega e um sistema multimídia (central SYNC 3 com tela de oito polegadas) fácil e operar e intuitivo.

O acabamento e o material escolhido para revestir o interior, contudo, deixam a desejar. A Ford optou por couro ecológico nos assentos, mas os revestimentos do painel e portas parecem espartanos demais para um veículo de mais de R$ 100 mil.

Em termos de conteúdos de série, o Ecosport Titanium é até bem completinho. Vem com teto solar elétrico, sete airbags, sistema de monitoramento de ponto cego e tráfego cruzado, painel “soft touch”, sensor de presença para acesso inteligente e partida sem chave, sensor de chuva e rodas de liga leve de 17 polegadas. Fotos: JC

 

 

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Sobre Luis Otávio Pires:

Luís Otávio Pires, editor, 51 anos. Jornalista com cerca de 30 de experiência na profissão, já trabalhou em diversos veículos de imprensa de Belo Horizonte, como os jornais Diário da Tarde, Estado de Minas e Hoje em Dia. Também foi assessor de imprensa da General Motos. Formado na PUC-MG em Jornalismo e também em Publicidade e Propaganda, tem pós-graduação em Marketing. Em sua carreira, já participou de coberturas de eventos nacionais e internacionais, como Salões do Automóvel de São Paulo, Frankfurt, Paris, Detroit e Turim, além de ter sido repórter especializado em Fórmula-1 (anos 90). Além de editor do Jornal da Cidade, hoje atua como colunista da rádio BandNews FM BH (coluna Acelera).

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