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Qual o papel de uma agência de intercâmbio na realização do seu sonho?

25 de julho, 2019
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A melhor coisa da minha vida. Muito tem se falado atualmente sobre agências de intercâmbio que fecharam as portas, deixando milhares de estudantes “na mão”. Antes de pensarmos em como se proteger desse tipo de situação, vale pensar qual o papel de uma agência de intercâmbio quando você decide estudar no exterior.

Muito mais do que intermediar o processo entre o estudante e uma organização/escola no exterior, uma agência de intercâmbio séria deve ser um instrumento de consultoria para o cliente. Seu consultor precisa conhecer você, seus objetivos, suas expectativas, as expectativas da sua família (sim, muitas vezes as expectativas dos pais podem ser diferentes das expectativas do filho). É importante que o seu consultor consiga extrair o máximo de informações de você para que possa realmente sugerir o melhor programa para você.

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A pergunta que mais escuto na Intervip é “para onde você mandaria sua filha?” Bem, minha filha já foi… foi para Austrália, durante um ano. Esse era o programa que eu “sonhava” para ela? Não, mas era o programa que ela sonhava – e levando-se em consideração diversos fatores (que eu julgo importantes para mim e para ela), chegamos à conclusão de que seria uma excelente opção. Não existe o melhor programa, mas sim o melhor programa para aquele perfil de cliente/estudante.

Fatores como clima, localização, orçamento disponível, duração do programa, disponibilidade de tempo, antecedência do processo, nível do idioma do país escolhido, tipo de programa (acomodação em casa de família ou na própria escola, dentre outras opções), burocracia de visto e documentação necessária, tudo isso tem que ser avaliado juntamente com o seu consultor. O programa que o filho do seu amigo vai fazer não é, necessariamente, o melhor ou o ideal para o seu filho ou para você.

Cabe ao seu consultor ajudá-lo e orientá-lo nessa escolha. E isso, logicamente, tem um preço. Fico impressionada com o que aparece hoje nas mídias sociais, pessoas que já estudaram fora e se acham com conhecimento e informações suficientes para prestar essa consultoria – e, pasmem – “de graça”. Pessoas falando que ao fazer todo esse processo “sozinho” você pode economizar até 95% no seu programa de intercâmbio. Acho que todos sabemos e concordamos que conhecimento é tudo – experiência então…

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Claro que existem “agências” e “agências”, e como diferenciar uma da outra? Recomendação de amigos, parentes, conhecidos é muito importante, mas são critérios “subjetivos”. Você sabia que existe uma Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio? Você procurou saber se a agência que o está ajudando é credenciada junto à Belta (Brazilian Education & Language Travel Association)?

Criada há 27 anos, a Belta tem como objetivo principal a ampliação do mercado de educação internacional no Brasil. A atuação da associação é fundamental não só para garantir um alto padrão de qualidade por parte das agências associadas, mas também para fortalecer a credibilidade das empresas do país perante as instituições do exterior.

Para se ter uma ideia da importância da Belta, as agências especializadas em educação internacional certificadas pela associação representam, atualmente, 75% do mercado. Além disso, a instituição conta com uma grande rede de parceiros internacionais, incluindo 17 associadas dentre universidades, instituições de ensino médio, redes de escolas internacionais e prestadores de serviços afins ao segmento.

Por isso, ouça seus amigos, converse com quem já foi, mas certifique-se, também, que a agência escolhida possui o Selo Belta para que o seu sonho não vire um pesadelo.

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Sobre Paula Starling:

Paula Starling, sócia diretora da Intervip Intercâmbios, 26 anos de experiência no mercado de educação internacional. Intercambista do Rotary Clube, morou por 1 ano em Minnesota, EUA. Professora de inglês por 8 anos, trabalhou na extinta agência Núcleo de Intercâmbios, já foi coordenadora da BELTA -MG Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio. Formada em Engenharia Civil pela PUC-MG e MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC-MG. Possui coluna no caderno de Turismo no Jornal da Cidade.

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