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Turismo e arquitetura

18 de outubro, 2019
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Coluna Bernardo Farkasvölgyi. Marcos arquitetônicos estão entre os fatores que geram potencial turístico em uma região

O que move você a conhecer um novo lugar? E o que permanece na sua memória e o faz querer voltar em uma determinada cidade ou região? São inúmeros os fatores considerados capazes de gerar “potencial turístico”. Entre eles, inegavelmente, está a arquitetura.

No momento em que Minas Gerais acaba de lançar a sua nova marca para o turismo, é coerente pensar no potencial que a arquitetura oferece para ajudar o Estado a se transformar no grande destino turístico que merece ser. Afinal, além da gastronomia, do povo da nossa terra, da cultura e da típica hospitalidade mineira, a nova marca Minas – que passa a representar a identidade do Estado – também foi influenciada pelas curvas características da arquitetura modernista de Niemeyer.

Acredito que, junto com todos os atrativos, a arquitetura tem peso igual ou maior ao tornar um destino verdadeiramente turístico. Afinal, ela é parte fundamental da paisagem e esta última é uma força motriz insubstituível por trás do desenvolvimento de qualquer lugar. Paisagem e arquitetura geram um todo inseparável, um círculo virtuoso essencial quando se fala em turismo.

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Por isso tenho a convicção da importância de – além de exaltar a arquitetura existente – inserir em um contexto urbano já consolidado novos marcos arquitetônicos. Em todo o mundo multiplicam-se os exemplos de como isso pode ser extremamente positivo para o turismo. Em Londres, a London Eye (a famosa roda-gigante inaugurada em 1999) e o edifício 30 St Mary Axe (edifício oval projetado pelo arquiteto Norman Foster) se somaram ao skyline da cidade, dividindo atenções com o Big Ben e a London Bridge, ajudando a reforçar os aspectos cosmopolitas e os atrativos da capital inglesa, bem como criando a sensação de temporalidade arquitetônica, com novo e antigo que conversam e interagem.

Na Espanha temos como grandes exemplos recentes de impacto turístico gerado pela arquitetura o Museu Guggenhein, projetado por Frank Gehry na cidade de Bilbau; e a Cidade das Artes e das Ciências, do arquiteto Santiago Calatrava, em Valência.

Agregar a Belo Horizonte novos marcos estéticos e arquitetônicos, bem como novos equipamentos culturais e de entretenimento, significaria criar mais estímulos para quem quer conhecer e retornar à nossa capital. Devemos permitir que Belo Horizonte produza novas imagens e novas atrações sem, naturalmente, distorcer o seu espírito e suas características originais. E como isso é possível? Investindo em arquitetura de qualidade, afinal, entre todos os agentes, é a arquitetura aquela com a maior capacidade de tornar uma cidade um “lugar” no qual se identificar e não um “não-lugar” sem personalidade. Se isso faz toda diferença para quem vive, imagine então para quem visita e pensa em voltar?

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