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Arena MRV, empreendimento mais moderno dos últimos anos

08 de agosto, 2019
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Investimento. A Arena MRV, que será o estádio do Atlético, já está sendo considerada o maior empreendimento da construção civil dos últimos anos já realizado em Belo Horizonte.

Serão aproximadamente R$ 500 milhões em investimentos e gerados 2 mil empregos diretos e indiretos na fase de construção e mais quase 4 mil empregos na fase de operação da Arena – números importantes em tempos de crise e desemprego que assolam o País.

Outros R$ 50 milhões estão sendo investidos em benfeitorias no entorno da arena multiuso, principalmente relacionadas a mobilidade urbana.

Nos próximos meses, as 55 condicionantes devem estar finalizadas e entregues para análise da Prefeitura de Belo Horizonte, para que as obras se iniciem até o final do ano.

Um Projeto de Lei já foi enviado pelo Executivo (PBH) para a Câmara dos Vereadores, que faz parte do processo de licenciamento do empreendimento, e agora aguarda tramitação e aprovação pelos vereadores de Belo Horizonte para o início dos trabalhos.

A Arena MRV é um empreendimento de propriedade do Clube Atlético Mineiro e sua construção está a cargo da Racional Engenharia, que ganhou a concorrência.

Além da geração de empregos durante a obra, o estádio, quando finalizado, irá levar um grande desenvolvimento para a região do bairro Califórnia, onde fica o terreno de mais de 130 mil m².

Além disso, as intervenções viárias, as contrapartidas sociais e ambientais a serem feitas pelos empreendedores vão melhorar a vida dos moradores, que não veem a hora de tudo começar e ser finalizado.

Em recente reportagem feita pelo canal esportivo ESPN Brasil, a população local se manifestou totalmente a favor do projeto. Na opinião de quem conhece bem as redondezas, a construção do estádio resolverá diversos problemas, como as poucas opções de transporte público, equipamentos de educação e serviços de saúde.

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Uma das melhorias na infraestrutura do bairro Califórnia mais aguardadas é a possível construção ou reforma de uma Unidade Básica de Saúde, prevista pelo empreendimento. A comerciante Beatriz do Carmo, dona de um restaurante há 14 anos no local, disse à emissora que aguarda ansiosamente pelo início das obras.

“O estádio vindo para cá vai ser ótimo para mim, que sou comerciante, mas também para a região, que é muito carente. Vai ser ótimo, com certeza”, avaliou.

Outra expectativa é que a Arena MRV traga benefícios na área de transporte. Hoje apenas duas linhas de ônibus atendem ao bairro Califórnia.

A equipe de engenharia que coordena a construção da Arena MRV também foi a Atlanta (EUA) e visitou o Mercedes-Benz Arena, hoje uma das arenas mais modernas do mundo. Várias ideias relacionadas à tecnologia estão sendo estudadas para também serem implantadas por aqui. A expectativa dos empreendedores é que a Arena MRV seja a mais moderna da América Latina, capaz de prover uma experiência diferenciada para os torcedores do Atlético e para toda a população belo-horizontina.

Acessos Seguros

Além de sediar jogos de futebol, a Arena MRV será espaço também para shows, feiras, exposições e convenções, ou seja, ficará dentro do conceito multiuso. Segundo o CEO da arena, Bruno Muzzi, as intervenções a serem feitas vão favorecer extremamente o conforto, a segurança e o acesso dos torcedores e usuários do empreendimento.

Um exemplo destes benefícios será a implantação de uma Via Marginal à Avenida Juscelino Kubitschek e a continuidade da Rua Walfrido Mendes.

“O acesso de pedestres ao empreendimento será por meio de pontos distintos no terreno, seja por meio de uma esplanada que envolve a área do estádio, pela confluência entre a Rua Cristina Maria de Assis e a Via Marginal a ser implantada, e ainda por uma via marginal”, explica o engenheiro.

Já o acesso de veículos será por meio de três pontos do terreno: entrada pela Via Marginal, Rua Cristina Maria de Assis e Rua Walfrido Mendes.

Acessibilidade

De acordo com Bruno Muzzi, a análise dos parâmetros de acessibilidade do empreendimento foi realizada com base nas normas e leis vigentes. As principais delas são a Norma Técnica NBR ABNT 9050/2015 e Lei Municipal nº 9.078/2005, que tratam da “Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos” e da “Política da pessoa com deficiência para o município de Belo Horizonte”, respectivamente.

“Isso significa que as instalações previstas atendem aos parâmetros normativos e legais vigentes de acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos”, explica o CEO. “O empreendimento empregará soluções técnicas que garantirão aos usuários acesso universal a todos os pavimentos projetados”, completa.

Além disso, a circulação interna e externa e os espaços comuns do empreendimento atendem às diretrizes de acessibilidade aos Portadores de Necessidades Especiais (PNE). Sendo assim, a Arena terá rampas e elevadores com acesso a todos os pavimentos.

Ao todo serão 20 elevadores, cinco deles localizados na área da esplanada e 15 dentro do estádio, além de seis escadas rolantes. O projeto prevê também três rampas no interior do anel, com largura de cinco metros, para conduzir, de maneira fluida, o acesso dos torcedores desde a esplanada até o anel superior de arquibancadas. A estratégia é promover de maneira segura o deslocamento do grande público dentro do empreendimento.

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Para determinação do tempo de evacuação de emergência, recorreu-se ao uso de ferramentas de simulação computacional, mais especificamente o software inglês chamado MassMotion.

Ele simula a movimentação de pedestres por meio da incorporação de características individuais e sociais que explicam o seu comportamento. Os indivíduos são simulados considerando-se distribuições das características físicas (sexo, idade, condições físicas etc.) e circunstanciais (habitualidade, negociação de espaços, ansiedade), específicas para cada tipo de situação, dentro de um espaço definido.

O software simula o movimento dos pedestres passo a passo, de maneira quantitativa, e calcula como as pessoas interagem com os obstáculos físicos em seu ambiente e entre si.

A simulação permite identificar situações de risco e, através de modificações no projeto, reduzir ou eliminar estes riscos associados.

O MassMotion utiliza o conceito do “esforço mínimo” como base para a lógica dos pedestres. Pedestres tentam minimizar suas insatisfações pessoais quando escolhem o seu próximo passo.

A tecnologia avançada, aliás, é uma das marcas da Arena MRV. Para buscar o que há de melhor no setor, Muzzi foi aos Estados Unidos conhecer algumas ferramentas para serem adotadas no empreendimento. Uma potencial parceria com a IBM, por exemplo, vai possibilitar o uso de um aplicativo para auxiliar os torcedores, tais como aquisição de ingressos, relação dos eventos, dados técnicos das partidas, entre outras informações.

Pavimentos

A entrada principal dos torcedores para o acesso à Arena acontece no quinto pavimento, onde também encontra-se a esplanada externa. Internamente neste pavimento estão dispostos os acessos à arquibancada inferior, à área VIP e à arquibancada superior. Está prevista ainda a instalação de sanitários e áreas de bares para atendimento aos usuários, totalizando assim 31.570,24m² de área construída.

Com área equivalente a 19.071,79m², o sexto pavimento contará com áreas destinadas ao TV Compound (área para os caminhões de transmissão da imprensa), camarotes, lounges, bares e cozinha central, além de sanitários para atendimento do público geral.

Já o sétimo pavimento terá o acesso à arquibancada superior, bares e sanitários para atendimento ao público, além do acesso da torcida adversária, que se dará pela Rua Margarida Assis Fonseca. Sua área equivalente corresponde a 12.605,66m².

A arquibancada superior, bem como a tribuna de imprensa, e as plataformas para câmeras de TV serão instaladas no oitavo pavimento do empreendimento. Além disso, são propostas a instalação da casa de máquinas e da caixa d’água nesse pavimento, totalizando 950,57m².

O último pavimento – o nono – totaliza 429,49m² e é destinado à implantação das salas de monitoramento e comando, além das cabines de transmissão de rádio e TV.

O estádio possui saídas diretas de emergência adicionais ao campo de jogo, ao final de cada escada radial do Anel Inferior. E todas as larguras (corredores e passagens) internas às catracas são superiores às mínimas exigidas (1,2 metros) e são suficientes para permitir uma circulação segura do público.

Área de Convivência

A Arena MRV propõe ainda a implantação de uma esplanada externa com cerca de 34 mil m², sendo 30.600m² deles em área descoberta e 3.400 m² coberta.

Ela é destinada ao público em geral, principalmente da comunidade local residente no entorno da área de inserção do empreendimento, a fim de promover estações de convivência, feiras e eventos.

O espaço vai dispor de sinalização para prática de cooper e/ou caminhadas, assim como área para contemplação e atividades ao ar livre, diversas possibilidades para usos temporários tais como ginástica, jogos, teatro, apresentações etc.

Para a cobertura do estádio foram avaliados diversos materiais que pudessem combinar eficiências estruturais, acústicas, térmicas e dinâmicas.

Após um logo período de estudo, está previsto o uso do sistema de telha acústica sanduíche feita de aço e recheada por lã de rocha e telha perfurada. Esse esquema funcionará como absorvedor sonoro, além de oferecer estanqueidade total da superfície, isolamento térmico, resistência a fogo, facilidade de montagem etc.

Multiuso. Dividido em três níveis, futuro estádio do Atlético terá capacidade entre 45 mil e 60 mil pessoas, conforme o tipo de evento

Com capacidade para 45.671 assentos para público pagante e 914 assentos para pessoas da torcida adversária, a Arena MRV será dividida em três níveis: Anel Inferior (16.174 assentos), Nível Intermediário (3.702 assentos) e Anel Superior (25.795 assentos).

“Nos eventos que demandem a ocupação simultânea da arquibancada e da área do campo, como em casos de shows, estima-se que a ocupação total seja de cerca de 60 mil pessoas, incluindo, além das arquibancadas, a área do campo”, acrescenta o CEO da arena, Bruno Muzzi.

Pelo projeto, o empreendimento como um todo vai ser dividido em três principais áreas: Arena, Esplanada e Reserva Particular Ecológica (RPE). Estão previstos quatro pisos.

O primeiro pavimento contará com estacionamento de veículos leves e motocicletas, destinado ao público geral, além de escada de acesso de pedestres para o pavimento no qual se encontra o campo, totalizando 18.160,78m² de área construída.

O segundo pavimento, por sua vez, vai contemplar o estacionamento destinado a veículos leves do público geral, além do bicicletário, vestiários e sanitários para os usuários, totalizando 17.592,72m² de área.

O terceiro pavimento é também destinado a veículos leves para público geral, área de embarque e desembarque de vans, estacionamento reservado para o staff, vagas de carga e descarga e para os ônibus de delegações dos times.

No quarto pavimento estão previstos o estacionamento e o hall de acesso dos usuários VIP, totalizando 18.843,96m².

Túnel de vento

Com o objetivo de otimização da estrutura do estádio através da verificação das pressões e esforços de vento, foi contratada uma empresa referência mundial neste tipo de análise, a BMT Fluid Mechanics. A empresa, sediada em Londres, já participou de diversos outros projetos similares, entre eles as arenas New Anfield, Emirates e Old Trafford, no Reino Unido.

O teste foi realizado em Londres, onde foi construída uma maquete estrutural por uma impressora 3D muito próxima da realidade, inclusive com toda a topografia do local e a vizinhança. Os resultados foram muito positivos e os dados levantados irão repercutir na otimização do projeto estrutural, deixando-o mais leve e seguro.





Museu do Galo

Uma das atrações será o Museu do Atlético Mineiro. Com 1.500 m² de área, ele será criado numa concepção moderna de arquitetura, com a implantação de novas tecnologias que possibilitem interação total do visitante.

O museu também terá uma área reservada para a Loja do Galo, onde os torcedores poderão adquirir produtos licenciados do clube e da Arena.

O visitante vai encontrar ainda as principais conquistadas do Atlético, com a exposição dos troféus e camisas históricas dos principais ídolos. Haverá também monitores interativos que vão oferecer uma navegação detalhada sobre as conquistas.

Está prevista ainda uma exposição com a história da Arena, desde sua concepção até a conclusão da obra.

Proteção ambiental

A proteção ao meio ambiente não foi esquecida no empreendimento. Uma área de 26.500 m² será destinada a uma Reserva Particular Ecológica, para manutenção das nascentes do Córrego do Tejuco.

O projeto de drenagem do empreendimento prevê enormes caixas de retenção de água para evitar que, em dias de grandes chuvas, esses volumes sejam lançados diretamente nos sistemas pluviais existentes.

Também está previsto o reaproveitamento de água de chuva (reuso). Ela vai ser usada na irrigação dos jardins, descargas dos vasos sanitários e torneiras, para abastecer caixas de captação, além da irrigação do campo de futebol.

Um elemento social e ambiental importante do empreendimento é a criação de uma reserva ecológica, com o projeto paisagístico que respeite a flora local e propõe que as duas nascentes encontradas na área sejam preservadas e requalificadas, respeitando as respectivas Áreas de Preservação Permanente (APP).

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Sobre Luis Otávio Pires:

Luís Otávio Pires, editor, 51 anos. Jornalista com cerca de 30 de experiência na profissão, já trabalhou em diversos veículos de imprensa de Belo Horizonte, como os jornais Diário da Tarde, Estado de Minas e Hoje em Dia. Também foi assessor de imprensa da General Motos. Formado na PUC-MG em Jornalismo e também em Publicidade e Propaganda, tem pós-graduação em Marketing. Em sua carreira, já participou de coberturas de eventos nacionais e internacionais, como Salões do Automóvel de São Paulo, Frankfurt, Paris, Detroit e Turim, além de ter sido repórter especializado em Fórmula-1 (anos 90). Além de editor do Jornal da Cidade, hoje atua como colunista da rádio BandNews FM BH (coluna Acelera).

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