Jornal da Cidade BH | Notícia boa também dá audiência!

Supermáquina italiana

20 de julho, 2017
Jornal da Cidade BH Notícia boa também dá audiência!

Exclusivo. Direto dos Hamptons, badalado e luxuoso balneário ao norte da cidade Nova York, Velocidade testou uma exclusivíssima dupla de supermáquinas italianas: Lamborghini Diablo VT e Ferrari 488 Spyder.
O Diablo foi um dos mais icônicos modelos da Lamborghini. Produzido entre 1990 e 2001, o esportivo foi o sonho de consumo de muito marmanjo. A versão VT que testamos estreou em 1993 e saiu de cena seis anos depois.
Mais refinado, o Diablo VT foi o primeiro da série a contar com tração integral nas quatro rodas, além de novo sistema de freios Brembo com quatro pistões e suspensão com amortecedores Koni ajustáveis eletronicamente e com quatro configurações. O carro também vinha de série com direção hidráulica e ar condicionado.
O endiabrado italiano de dois lugares traz um conjunto mecânico de fazer qualquer entusiasta por carros se arrepiar. Na pista, o motor traseiro, V12 5.7 litros, de 498 cv e 63 kgfm de torque a 5.500 rpm trabalha com um câmbio manual de cinco marchas e leva o Diablo VT a velocidade máxima de 325 km/h e arrancar de 0 a 100 km/h em 4s. Por respeito às leis, obviamente e, infelizmente, não pudemos sentir a bestial bravura deste touro sobre rodas.
O motorzão V12 do Diablo VT é cercado por uma caixa de fibra de carbono. O compartimento recebeu uma cobertura sobre os coletores. Inscrito sobre o propulsor está a curiosa “Firing order”. A sequência de números explica a ordem de disparo e entrega de energia de cada um dos 12 “canecos” do italiano.
Em modelos como o Diablo, a temporização da queima de combustível era fundamental para minimizar a vibração do motor e otimizar seu desempenho com menos desgaste possível das peças motrizes.

Acabamento impecável
Além do desempenho, o acabamento luxuoso para os padrões da época era um dos diferenciais do Lamborghini Diablo em relação a outros superesportivos.Os bancos revestidos em couro podiam ser encomendados de acordo com as medidas do comprador, por exemplo, e dispunham de várias opções de regulagem. Os vidros tinham acionamento elétrico, e um detalhe importante, desciam até o final.
Entre os opcionais, destaque para o aerofólio traseiro e o relógio da marca suíça Breguet. O sistema de som Alpine reproduzia fitas-cassete. Uma disqueteira CD Player era opcional, junto com um subwoofer.
Referência em design de carros esportivos até o fim dos anos 90, a princípio, o Diablo VT se diferenciava do Diablo “convencional” pelas entradas de ar abaixo das luzes de advertência dianteiras feitas para resfriar melhor os freios. O mesmo dispositivo era maior à frente das rodas traseiras.
Os retrovisores externos vinham na cor do carro. Pouco depois as mudanças foram adotadas em todas as versões do superesportivo.Sendo assim, só dava para saber que se tratava do Diablo VT pelo logotipo “VT” estampado na parte traseira do carro.
Quando ligados, os belos faróis escamoteáveis do VT aumentavam o arrasto aerodinâmico do carro. Eles fizeram parte do esportivo até 1999, quando passou a vir com faróis mais convencionais de lentes lisas. A solução maltrava o design em prol da performance.

Hora do adeus
Em 1999, o modelo recebeu o tão aguardado sistema de freio ABS. O motor V12 ganhou comando variável de válvulas, que subiu a potência do bólido para 530 cv. Mas a essa altura do campeonato, o modelo já não tinha a mesma vanguarda de design e desempenho de outrora.
Antes de sair de cena para a chegada do Lamborghini Murciélago, o último sopro de vida do Diablo VT foi em 2001, quando a fabricante da cidade de Sant’Agata Bolognese, na Itália, lançou o VT 6.0. A reestilização do antigo Diablo VT é, até hoje, considerada por muitos como o mais belo dos Lamborghinis já produzidos.

Fotos: divulgação

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