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Renault relembra o passado de olho no futuro

14 de setembro, 2018

Brazil Classics. Do Dauphine aos elétricos Zoe e Twizy, montadora francesa celebra em Araxá seus 20 anos de produção no Brasil

Pela primeira vez a Renault foi a patrocinadora oficial do Encontro de Carros Antigos de Araxá realizado durante o feriado da Independência no Tauá Grande Hotel Termas & Convention.

O Brazil Classics Renault Show 2018, nome dado ao evento, ainda teve como pano de fundo as celebrações dos 20 anos de produção da montadora, cuja fábrica fica em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (PR).

“Mostramos, em Araxá, a nossa trajetória que reúne design, esportividade e uma série de inovações para deixar a vida dos nossos clientes sempre mais fácil”, afirmou o diretor de Marketing da Renault do Brasil, Federico Goyret.

A Renault montou três pavilhões na área de exposição do Grande Hotel. Em um deles, a montadora exibiu seus carros novos vendidos no Brasil; em outro ficaram carros de competição e os elétricos Zoe e Twizy da gama zero emissão da marca, que foram disponibilizados para test-drive.

Na terceira área as atrações foram expostos as raridades da marca. Entre elas a Voiturette, réplica do primeiro Renault fabricado no mundo, em 1898; além do Gordini e o Interlagos, primeiros representantes da marca no Brasil, por meio da parceria com a Willys, nas décadas de 50 e 60.

O público também pode ver os esportivos Clio V6 e Megane RS. Entre os carros nacionais, os destaques foram o primeiro Scénic fabricado no Complexo Ayrton Senna; e o Twingo.

WILLYS-OVERLAND

Apesar da primeira fábrica no Brasil ter sido inaugurada há 20 anos, desde a década de 1950 a Renault já tinha seus modelos mais populares fabricados no País sob sua licença pela Willys-Overland.

No final de 1959, a Willys lançou o Dauphine, um modelo quatro portas, destinado às famílias brasileiras e foi um dos primeiros carros produzidos por nossa indústria. Ele era equipado com motor traseiro de quatro cilindros em linha, 850 cc de cilindrada, que desenvolvia 32 cv, além de um câmbio de três marchas com a segunda e a terceira sincronizadas.

Ainda em 1962, a Willys passou a produzir o Gordini, com a mesma carroceria do Dauphine, mas com refinamentos construtivos que davam mais potência ao seu motor de 850 cc, com potência aumentada de 32 para 40 cv. O câmbio de três marchas deu lugar à um câmbio de quatro marchas sincronizadas no Gordini.

Um outro Renault que marcou sua época nos anos 1960 foi o Willys Interlagos, que, na realidade, tratava-se do Renault Alpine, ou Alpine A108, produzido na Europa.

No Brasil, o carro utilizava uma carroceria produzida em material plástico reforçado com fibra de vidro e três opções de motor: 850 cc com 40 cv, 900 cc com 56 cv e 1000 cc com 70 cv.

Fotos: Divulgação/Renault

Humberto Alves Pereira Filho viajou a Araxá a convite da Renault