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“Devemos trabalhar com a prevenção”

14 de junho, 2018
Jornal da Cidade BH Notícia boa também dá audiência!

Entrevista. Médico especialista em endoscopia digestiva e cirurgia endoscópica alerta que algumas doenças são assintomáticas em seu estágio inicial

A endoscopia é, atualmente, uma das mais eficazes ferramentas para diagnóstico e tratamento das doenças que acometem o aparelho digestivo. Com o avanço das tecnologias, essa técnica se tornou um método de grande exatidão nos resultados, além de permitir a realização de cirurgias minimamente invasivas, tratando um grande número de afecções de forma menos agressiva, com menor custo e preservando a qualidade de vida dos pacientes.
Para falar sobre os diferenciais dessa ferramenta, seus benefícios e indicações, o JORNAL DA CIDADE conversou com o médico especialista em endoscopia digestiva e cirurgia endoscópica Vitor Arantes. Para ele, as principais aplicações da endoscopia digestiva na prática clínica são o rastreamento de tumores em estágio precoce no esôfago e no estômago por endoscopia digestiva alta e no cólon e reto por colonoscopia; o esclarecimento de sintomas do tipo dor abdominal, refluxo, sangamento digestivo, alteração do hábito intestinal, anemia, emagrecimento e outros; o tratamento de pólipos e de lesões tumorais em estágio inicial; o estadiamento de tumores; e o tratamento de doenças biliares e pancreáticas.
Segundo o médico, essa tecnologia é de grande importância, uma vez que “os tumores em estágio inicial não apresentam sintomas”. Confira:

JORNAL DA CIDADE Quais as principais doenças que podem ser detectadas e/ou tratadas por meio de tecnologias como a endoscopia?
Vitor Arantes Especialmente os pólipos e tumores em estágio inicial, que podem ser tratados por técnicas endoscópicas desenvolvidas no Japão com ressecção em bloco dos tumores por via endoscópica, sem necessidade de cirurgias abertas ou de retirada do órgão.

Em que casos pode ser indicada uma cirurgia endoscópica?
Um especialista com experiência e treinamento nesta área deve sempre ser consultado. Utilizando-se endoscopia de alta definição é possível selecionar os pacientes que apresentam tumores na fase inicial e que se beneficia de procedimentos menos invasivos.

No caso do câncer precoce de esôfago, estômago ou colorretal, de que forma essas tecnologias podem ajudar no seu rastreamento e tratamento?
A endoscopia de alta definição e um endoscopista bem treinado são os fatores chaves para se reconhecer as lesões neoplásicas em fase inicial, o que permitirá a sua retirada completa por técnicas endoscópicas atuais que foram desenvolvidas no Japão e que implantamos em Minas Gerais há cerca de 10 anos.

Quais os principais sintomas desses tipos de câncer (esôfago, estômago e colorretal) e quais os primeiros sinais de que é necessário procurar um médico?
Os tumores citados em estágio inicial não apresentam sintomas, daí a necessidade de realizar exames endoscópicos de rastreamento em indivíduos que tenham histórico familiar ou estejam acima dos 50 anos.

Exames de rotina são capazes de detectar precocemente esses tipos de cânceres citados acima?
Apenas os exames endoscópicos (endoscopia digestiva alta ou colonoscopia) são suficientemente eficazes para detectar tumores em estágio inicial.

Quais os cuidados necessários para a realização de exames mais invasivos, como a endoscopia?
Requer o jejum, estar acompanhado e em boas condições de saúde pulmonar e cardiológica. Para a colonoscopia é necessário também o preparo intestinal à base de laxativos.

O senhor sempre está em busca de atualização. Quais as tecnologias mais atuais na sua área de atuação?
Os principais avanços em nossa área são provenientes da escola japonesa. Por esta razão, a cada 5 anos procuramos retornar ao Japão em busca de atualização e novos conhecimentos e também a partir destes treinamentos buscamos implantar em nossa prática médica as tecnologias e os procedimentos desenvolvidos por lá.

Por fim, existe segredo para levar uma vida saudável?
Devemos trabalhar com a prevenção e a realização de exames endoscópicos de rastreamento de alta qualidade que têm se firmado como uma importante ferramenta de prevenção do câncer gastrointestinal.

Texto: Natália Vilaça
Foto: Divulgação


Sobre Natália Vilaça:

Natália Vilaça, editora, 32 anos. É jornalista formada pelo UniBH, pós-graduada em Revisão de Textos pela PUC-MG, com dez anos de formação. Em sua carreira, teve passagens por agências de comunicação empresarial e está há mais de seis anos na equipe do Jornal da Cidade, onde produz conteúdo principalmente – mas não exclusivamente – para as seções Atualidade, Sociedade, Noivas e Bem-Estar. Também é formada em Estética e Cosmética pelo UniBH e acompanha todas as novidades do mercado de saúde e beleza.

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