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Contra o câncer, pela vida

06 de outubro, 2017
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Saúde. Sociedade Brasileira de Mastologia abre oficialmente o Outubro Rosa com lançamento de campanha que alerta sobre os gargalos de prevenção e tratamento da doença

Neste mês, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) promove uma campanha que busca incentivar as mulheres a se cuidarem mais e melhor, quebrando as barreiras do medo e encorajando-as a lutar pelo acesso a exames e tratamentos relacionados ao câncer de mama. Por isso, a SBM promove um evento gratuito na Praça do Sol, no Parque Municipal, às 9h deste sábado, dia 7, para a abertura oficial do Outubro Rosa. Na ocasião, será lançada oficialmente a campanha “Contra o câncer, pela vida!”. O objetivo é alertar sobre a necessidade de uma conscientização cada vez maior, lutando pelos direitos dos pacientes, já que a prevenção é a principal ação para reduzir o número de mortes. Quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maior é a probabilidade de cura.

A diretora da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Minas Gerais, Bárbara Pace, explica que a doença não tem uma causa definida e a evolução dos métodos de prevenção é primordial para salvar vidas. “É importante ressaltar que a mamografia é o principal método de diagnóstico em fase inicial. No Brasil, cerca de 30% dos tumores são detectados em estado avançado, dificultando o tratamento. O diagnóstico em fase inicial eleva a chance de cura para 95%”, afirma.

O cenário brasileiro desse tumor é sombrio e o problema mais complexo está no acesso ao atendimento, desde a prevenção até o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Existem diversos entraves que dificultam o cotidiano das pacientes. A diretora esclarece que a rapidez entre a suspeita inicial e o diagnóstico para garantir um rápido tratamento são pontos essenciais para salvar vidas. “As mulheres precisam ter consciência sobre a importância da prevenção. É necessário deixar claro sobre os procedimentos básicos, como saber os lugares que as atendem e como marcar uma consulta com mastologista, fazer mamografia, biópsia e iniciar o tratamento”, observa.

Outro grande problema é a forma de rastreamento no País. “O Sistema Único de Saúde oferece a mamografia para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. Porém, 23% dos cânceres de mama ocorrem em mulheres com menos de 50 anos. A Sociedade Brasileira de Mastologia e várias outras sociedades mundiais recomendam que a mamografia deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos para garantir um diagnóstico precoce”, alerta. Fotos Divulgação/JC


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