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Réveillon de Copacabana terá 17 toneladas de fogos

30 de dezembro, 2019
Por: Jornal da Cidade BH
Foto: Prefeitura Rio
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Bem-vindo 2020. O mais importante Réveillon do Brasil, na praia de Copacabana no Rio de Janeiro traz, todos os anos, números e estatísticas grandiosos. E em 2019 na passagem 2020 não será diferente. Estão sendo esperadas mais de 3 milhões de pessoas nas areias de Copa, que irão assistir a um espetáculo de queima de fogos de quase 15 minutos, que irá transformar a noite em dia no céu daquela região na Cidade Maravilhosa.

O tema da festa de Réveillon 2020 será “Amor a cada Vista”, homenagem ao título de Capital Mundial da Arquitetura em 2020 recebida pela cidade.

Serão 10 balsas, com 16,9 toneladas de fogos. Uma das novidades são os sete telões na Praia de Copacabana desde o dia 26 de dezembro até o dia 2 de janeiro, que vão divulgar as belezas da cidade e na noite do Réveillon exibirá fogos, shows, contagem regressiva.

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Atrações

Haverá ainda bolas representando a arquitetura do Rio para interação com o público. Durante a queima drones irão voar e farão parte do espetáculo. A organização montou quatro palcos em frente ao Copacabana Palace, da Rua Anchieta  (no Leme), da Rua Hilário de Gouveia  e no Posto 5.

O palco principal, em frente ao famoso Copa, tem 48 metros de largura, 16 metros de altura, três telões e iluminação especial. As atrações musicais serão Diogo Nogueira, Ferrugem, Mangueira e DJ Malboro.

Dicas importantes

Para evitar “furadas” os organizadores da festa reforçam importantes dicas. Veja :

  • Não vá de carro;
  • Não vai chover e fará calor, diz a previsão do tempo. Portanto, use roupas leves e pense seriamente em vir pra festa de roupa de banho;
  • Os ônibus e taxis param em Botafogo, prepare-se para andar;
  • Prefira o Metrô – Palco Principal – Estação Cardeal Arcoverde (ou Siqueira Campos com uma certa caminhada!);
  • Se não quiser pagar caro a cerveja e outros artigos, traga de casa;
  • Não será permitido montar barraca de camping e muito menos fazer churrasco;
  • Uma festa em quiosque custa cerca de R$ 800 reais por pessoa.

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História

O início da grande festa foi nos anos 1970. Em proporções bem menores, umbandistas, iam para a Praia de Copacabana, vestidos de branco, para saudar Iemanjá com oferendas levadas ao mar antes da meia-noite.

“Era bonito ver a orla ocupada pelos terreiros e a noite iluminada por velas. O furdunço não excluía ninguém. Conheço ateus, católicas, crentes, budistas, flamenguistas, tricolores, bacalhaus e botafoguenses que, por via das dúvidas, garantiam ano bom recebendo passes de caboclos e pretas velhas nas areias, com direito a cocares, charutos e sidra de macieira”, escreveu o historiador Luiz Antônio Simas.

Na década seguinte, em meados de 1980, também de forma discreta, começou a famosa queima de fogos. No extinto hotel Meridien, do alto dos 39 andares, uma cascata de fogos de artifício era lançada e descia pelo arranha-céu. Outros hotéis, vendo que essa ideia aumentava o movimento do turismo, passaram a adotar a prática. Com o passar do tempo, a festa só cresceu.

Tim Maia e Jorge Ben

No início dos anos 1990, a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, que à época era comandada por Cesar Maia, passou a dar uma organização maior à festa e fez a mesma ficar ainda mais imponente, instalando palcos para shows nas areias de Copa. O show de estreia, em 1993, contou com Jorge Ben e Tim Maia. O objetivo dos shows era evitar que todos saíssem ao mesmo tempo da praia, causando gargalos nas vias.

O sucesso foi duplo: a saída se deu de forma espaçada por 2 horas, sem o tumulto de antes. As críticas foram muitas, de que com isso o réveillon se descaracterizava, pois devia ser uma festa religiosa junto ao mar e de queima de fogos e nada mais. Os nomes dos críticos estavam entre os mais midiáticos intelectuais.

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Rod Stewart em Copa

No ano seguinte o show de Rod Stewart bateu recordes de público e espaçou ainda mais a saída do réveillon por 3 horas. Finalmente, o Tributo a Tom Jobim – com Gal, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Paulinho da Viola – consolidou o Réveillon com shows. Mas havia a necessidade de transformar a queima de fogos num espetáculo da mesma qualidade. A queima de fogos foi criada pelos empresários Ricardo Amaral e Mariu’s e, ao lado, a cascata do Méridien.

Tudo na areia

Dos 8 a 10 minutos anteriores, o tempo foi dobrado para 20 minutos e a qualidade e diversidade dos fogos também. Um problema técnico na queima de fogos de 2000, gerando uma morte e vários feridos, terminou por exigir o uso de balsas, o que passou a ocorrer no réveillon 2001-2002.

Finalmente ocorreu o previsto: o Réveillon passou a concorrer com o carnaval na ocupação da rede hoteleira e passou a ser um atrativo turístico, o que não era até 1992.

Em 2015, o tema foi o centenário do samba e os jogos Olímpicos Rio-2016. Seu Jorge e Zeca Pagodinho foram as principais atrações.

Nos anos que seguiram, a festa continuou sendo um dos principais eventos da cidade do Rio de Janeiro.

 


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