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UFMG lança política de inclusão digital

02 de julho, 2020
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Educação. Para garantir acesso do corpo discente a equipamentos de informática e a redes de internet, a UFMG divulgou quatro chamadas que integram a sua Política de Inclusão Digital

A medida é essencial para que todos os estudantes de graduação e pós-graduação, incluindo aqueles com deficiência, possam acompanhar as atividades que serão ministradas de forma emergencial e remota em meio à pandemia de covid-19.

De acordo com decisão do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), as atividades na pós-graduação serão retomadas nesta quarta-feira, dia 1º de julho. As aulas na graduação, também em regime remoto e emergencial, recomeçam no dia 3 de agosto.

As quatro chamadas receberão inscrições de 1º a 20 de julho. A primeira é destinada à aquisição de equipamentos por estudantes de primeira graduação, em regime presencial, regularmente matriculados e frequentes. Será concedido um auxílio de R$ 1,5 mil.

segunda prevê a oferta de auxílio para contratação de serviços de internet, softwares e outros recursos para beneficiar a inclusão de estudantes de graduação assistidos por programas da Universidade, regularmente matriculados e frequentes em cursos presenciais. Os valores serão de R$ 100 para assistidos nível 1, R$ 80, para o nível 2 e R$ 70, para o nível 3. O repasse será feito mensalmente durante o período de vigência do ensino emergencial remoto.

Ampliação de medidas

Também aberta a estudantes de graduação, a terceira chamada é focada em empréstimos de computadores. Serão priorizados os estudantes classificados nos níveis 1, 2 e 3 (nessa ordem), com avaliação socioeconômica em vigor, renda bruta per capita de até um salário mínimo e meio, sempre com preferência para as menores rendas brutas per capita. Estudantes não incluídos na Política de Assistência Estudantil da UFMG deverão solicitar avaliação socioeconômica, preenchendo o questionário disponível no site da Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump).

quarta chamada destina-se à aquisição de material acadêmico específico (equipamentos de Tecnologia Assistiva e/ou tecnológicos) para estudantes de graduação com deficiência. Eles também devem estar cursando sua primeira graduação, além de regularmente matriculados e frequentes no primeiro semestre de 2020, acompanhados pelo Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI) e assistidos por programas da UFMG gerenciadas pela Fump. Cada estudante poderá pleitear um valor único de até R$ 1,5 mil.

Na semana passada, a UFMG já havia lançado chamada destinada a estudantes de pós-graduação para acesso à internet.

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De acordo com o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Tarcísio Mauro Vago, os recursos das chamadas de aquisição de equipamentos e contratação de serviços de internet são oriundos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes). “Já a chamada de empréstimos de computadores conta com recursos próprios da UFMG. A Universidade firmou um contrato com uma empresa de aluguel dos equipamentos e vai repassá-los aos estudantes”, informa o pró-reitor.

O prazo de inscrições das quatro chamadas encerra-se inicialmente no dia 20 de julho. “A UFMG tem 7,5 mil estudantes assistidos, e vamos monitorar o andamento das inscrições. Se for necessário, faremos novas chamadas. Nossa intenção é promover uma busca ativa, por meio de telefonemas e ações em redes sociais para garantir que todos sejam incluídos nesse processo”, afirma o pró-reitor.

Além das chamadas, a política de inclusão digital da UFMG prevê a reestruturação da rede de internet sem fio nas moradias universitárias, com previsão de entrega na segunda semana de agosto.

Consulta

As chamadas de acesso à internet e a equipamentos de informática tiveram por base os resultados de consulta feitas a estudantes de graduação e pós-graduação para identificar as condições de acesso remoto e de estudos fora do ambiente acadêmico.

Na graduação, mais de 23 mil alunos participaram do levantamento, o que corresponde a 71,86% do número de estudantes ativos na instituição. Desse total, 12,9 mil estudantes são de ampla concorrência e 9,7 mil ingressantes pelo regime de reserva de vagas (cotas). Perto de 28% dos estudantes não responderam ao formulário.

Entre os graduandos que responderam à consulta, 19 mil declararam ter ótimas ou boas condições de acesso à Internet (82,29%). Outros 2,7 mil estudantes afirmaram ter condições razoáveis (11,72%) e 1,3 mil (5,99%) indicaram que suas condições são precárias.

Na pós-graduação, quase cinco mil pessoas responderam ao formulário (2.481 mestrandos e 2.456 doutorandos), o que representa 51% do universo de estudantes ativos na UFMG nesse nível de ensino. Mais de 2,2 mil mestrandos afirmaram ter ótimas ou boas condições de acesso à Internet (89,82%), enquanto 153 disseram ter condições razoáveis (6,17%) e 121 declararam ter condições precárias (4,36%).

Entre os doutorandos, o índice daqueles que afirmaram ter ótimas ou boas condições de acesso à internet chega a 90,84% (2.231 estudantes). Outros 118 estudantes declararam ter condições razoáveis (4,81%) e 107 disseram ter condições precárias (4,36%).

O vice-reitor Alessandro Fernandes Moreira avalia que o resultado da consulta foi expressivo e possibilita o planejamento de ações e estratégias para assegurar que o corpo discente tenha condições de acesso ao conteúdo das disciplinas por meio remoto emergencial. “Conseguimos traçar um retrato bem preciso das pessoas que participaram da consulta, e ele nos ajudou a atuar para assegurar que as medidas a serem adotadas [as quatro chamadas de graduação e a de pós-graduação] alcancem a totalidade das pessoas que precisam de suporte, sejam ou não estudantes assistidos pela UFMG por meio da Fump”, sustenta o professor.

Alessandro Moreira destaca que a UFMG também precisa olhar para o contingente de estudantes – em torno de 28% – que não responderam ao levantamento, dos quais 5.034 são estudantes que ingressaram na modalidade de ampla concorrência e 3.679, na de reserva de vagas. “É importante também adotar medidas para alcançar esse público, afirma o vice-reitor, indicando que o levantamento permitiu conhecer os cursos de graduação desses estudantes, o que assegura sua inclusão na política lançada pela Universidade.


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