Jornal da Cidade BH | Notícia boa também dá audiência!

Novidades no Taika

04 de outubro, 2019
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Gastronomia. Há quatros anos na Lagoa Seca do Belvedere, o Taika é um restaurante asiático estilo Izakaya, aliando a gastronomia clássica e contemporânea à descontração dos bares japoneses. O escurinho do salão dá certa privacidade e, para quem quer apreciar o movimento da rua, há mesas na calçada e no parklet em frente ao restaurante.

No balcão, ficam expostos os peixes frescos que chegam diariamente de diferentes fornecedores de São Paulo e é possível acompanhar o preparo ao vivo. As vieiras são do Canadá e chegam duas vezes por semana. O chef Pedro Noda tem passagem pelos restaurantes Nagayama e Kinoshita, em São Paulo, e coordena também a cozinha das outras três temakerias do grupo.

Além dos tradicionais salmão, atum e robalo, o Taika trabalha também com peixes não tão comuns, a exemplo de Peixe-Serra, Carapau, Buri e Enguia, e ainda com cortes especiais de atum Bati (ou Bigeye) pescado no sul do Brasil. Eventualmente é possível encontrar o Bluefin, a espécie mais cobiçada, que chega muito raramente ao Brasil.

O pedaço mais nobre é o Toro, região da barriga do atum que tem uma fina gordura entremeada responsável por termos a sensação que o peixe está derretendo na boca de tão macio. O segundo mais cobiçado é o Chutoro, também filetado da barriga do atum, uma das melhores novidades do Taika que provei. São cortes sazonais e dei sorte de estar disponível no dia. Três sashimis de Chutoro saem a R$36.

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Engana-se quem pensa que o atum bom só é aquele bem vermelho. Essa parte da barriga tem um aspecto esbranquiçado pela presença de gordura e uma textura especial. E por falar em gordura entremeada, o Wagyu é considerado o suprassumo das carnes de boi, já que é uma raça que apresenta essa característica conhecida como marmoreio. Lá no Taika essa maravilha está disponível em vários preparos seja no sushi com foie gras (R$32 / 2 unidades), na porção selada na pedra (R$80) ou no recheio do bun com maionese trufada (R$45 / 2 unidades). O bun é o pãozinho chinês que virou moda nos sanduíches da moda por aí. Experimentei o que vem maravilhosamente recheado de costela de porco confitada por horas e sunomono de maçã (R$20 / 2 unidades).

Foi a primeira vez que ouvi falar em Banza, forma descontruída de apresentação do sushi. A alga Nori vem aberta como apoio do arroz e dos recheios, como se fosse um taco. Escolhi a dupla feita com enguia, camarão empanado e uma fina fatia de abacate (R$36 / 3 unidades) Pelo mesmo valor há também o banza de camarão com salmão. Além dessas novidades o menu conta com mais de trinta opções de entradas frias e quentes, sushis da casa incluindo veganos, combinados de até 62 peças e pratos quentes clássicos da cozinha asiática como pad thai (R$66) e ramen (R$45).

Para beber há oito drinks exclusivos da casa como o refrescante Yuuta (R$28) que leva gin Lebbos, tônica, capim limão e gengibre. Os clássicos cocktails Negroni, Mojito, Bloody Mary a R$26 não ficam de fora. A variedade de saquês é boa sendo doze opções de R$85 a R$360. Carta de vinhos de diversas regiões do novo e velho mundo com 30 rótulos.





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Sobre Léa Araújo:

Léa Araújo, editora do blog Degustatividade, escreve sobre restaurantes e experiências gastronômicas há 7 anos. Amante da boa mesa busca sempre estudar e compreender além do prato de comida. Focada na alta gastronomia, na alimentação saudável e atenta a pequenos produtores procura sempre descobrir os detalhes de cada novidade no mercado gastronômico.

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