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Documentário sobre Fela Kuti, pai do afrobeat, chega aos cinemas no Brasil

06 de novembro, 2019
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Cinema. Nesta quinta feira, 7, os brasileiros poderão conferir um pouco mais sobre a vida de um dos maiores nomes da música mundial, Fela Kuti. Isso porque chega ao cinemas do país o documentário musical “Meu Amigo Fela”.

Com direção de Joel Zito Araújo (A Negação do Brasil e As Filhas do Vento), o filme tem sido celebrado e premiado em festivais no Brasil e no exterior. Até o momento, a produção já levou pra casa o Prêmio Paul Robeson, como o Melhor Filme realizado na diáspora africana, ou seja fora da África. A honraria aconteceu no Festival Panafricano de Cinema e Televisão de Ouagadougou (Fespaco), de Burkina Faso. Esse é o maior festival de cinema africano, realizado a cada dois anos.

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Outras conquistas da película são o Prêmio Especial de Júri – Competição Internacional de Longas e Médias-Metragens no Festival É Tudo Verdade e o de Melhor Documentário do Festival Ecrans Noirs do Camarões. “Meu Amigo Fela” também marcou presença no International Film Festival Rotterdam e o The Durban International Film Festival.

Fela Kuti

Considerado o pai do Afrobeat, o músico nascido na Nigéria, em outubro de 1938, exerceu e continua exercendo influencia em inúmeros artistas que conhecemos hoje. No entanto, no documentário “Meu Amigo Fela”, novas narrativas são apresentadas, dando luz a vida de Kuti além da arte. Sendo assim, a produção conta com a participação do africano-cubano Carlos Moore, que foi amigo íntimo e biógrafo oficial de Fela Kuti, que serviu de fio condutor dessa história.

“A minha tentativa de contar a história de um gênio musical, chamado Fela Kuti, foi a de que, apesar do seu grande sucesso internacional, ele passou despercebido no Brasil, e encarando de frente seu lado de sombra e as tragédias que abateram o seu espírito guerreiro”, comenta o diretor Joel Zito Araújo.

“Meu Amigo Fela” é uma produção da Casa de Criação Cinema e faz parte do programa O2 Play Docs, da distribuidora O2 Play, ocupando salas de cinema em cidades brasileiras de todas as regiões com sessões em horário nobre. A arte do pôster foi criada por Babatunde Banjoko, artista que trabalhou com Kuti e que fez capas de discos clássicos do músico, como Coffin for Head of State.

Kuti faleceu em agosto de 1997 em decorrência de uma complicação devido ao vírus HIV.

Conexão Brasil

Entre os diversos impactos culturais que Fela causou no mundo, o álbum Refavela, de Gilberto Gil é um dos grandes destaques. Lançado em 1977, o material continua sendo um dos álbuns mais importantes para a música brasileira, em especial a música negra.

O disco traz uma sonoridade fortemente influenciada por ritmos africanos. Isso porque a ideia de fazer o novo material surgiu durante uma viagem a Nigéria. Na ocasião, Gil se apresentou na segunda edição do Festival Mundial de Arte e Cultura Negra – FESTAC II, onde conheceu o musico, multi-instrumentista e pioneiro, Fela Kuti.

Assista ao trailer:

Foto: Divulgação

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