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Crítica: X-Men: Fênix Negra (SEM SPOILERS)

05 de junho, 2019
Por: Helena Ivo
Jornal da Cidade BH Notícia boa também dá audiência!

Cinema. Após três filmes da “nova era” de X-Men, os super-heróis voltam às telonas na próxima quinta-feira, 6, para um capítulo final. Em “X-Men: Fênix Negra”, Jean Grey (Sophie Turner) é tomada pela forma cósmica mais poderosa do universo, se tornando assim o ser mais forte da galáxia. Se aproveitando disso, Smith, uma alienígena de espécie quase extinta e sem um planeta para viver se apresenta a Jean. Essa personagem, interpretada por Jessica Chastain (de “Interestelar“), tenta manipular Jean na intenção de tomar a Terra para ser o novo lar dos extraterrestres.

Jean Grey, ao ir ao espaço, absorve em seu corpo toda a energia cósmica que apareceu na órbita da Terra

Além da tradicionalidade dos X-Men, equipe querida por adultos e crianças em todo o mundo, a premissa do longa tem de tudo para fazer com que a obra seja um sucesso de bilheteria e provavelmente será. Mas lamentavelmente “X-Men: Fênix Negra” não é isso tudo.

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Enquanto “Primeira Classe”, “Dias de Um Futuro Esquecido” e “Apocalipse” constroem muito bem vários personagens, “Fênix Negra” peca pela falta de detalhes. A obra não chega a alcançar duas horas de duração e o pouco tempo  pode ter sido a maior falha para a construção da história.

Personagens com potencial e que ganham destaque nos quadrinhos e até mesmo em “X-Men: Evolution”, uma das adaptações mais famosas para a TV, são praticamente apagados no capítulo final. Pietro, filho de Magneto, é um deles. Também conhecido como Mercúrio, o personagem com o poder da super-velocidade começou a ser ressaltado nos filmes anteriores, mas quase não apareceu em Fênix Negra, onde poderia ter sido mais útil.

A vilã, Smith, poderia ter sido instigante, mas é apresentada de forma rasa. Pouco sabemos sobre ela além do que já havia sido divulgado nos trailers, o que é um desperdício da atuação de Jessica Chastain. A prestigiada atriz já foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz e é vencedora de um Globo de Ouro, maiores premiações do cinema mundial.

Jessica Chastain (Smith) e James McAvoy (Charles Xavier) em uma das cenas de “Fênix Negra”

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Vale a pena assistir no cinema?

Apesar de tão apressado, “X-Men: Fênix Negra” não é ruim e SIM, vale a pena assistir. Talvez “frustrante” seja a denominação correta, ainda mais por se tratar do último filme do arco iniciado em “Primeira Classe”. Mas o filme acerta ao destacar, por exemplo, Tempestade (Alexandra Shipp), personagem importante para a trama e que anteriormente foi tão pouco explorada.

Outro ponto positivo é que mesmo no meio da correria do roteiro, Simon Kinberg, que escreveu, produziu e dirigiu a obra, deu espaço a assuntos importantes como feminismo e saúde mental. Toda a falta de preparo e compreensão de Jean Grey com  seus poderes, emoções e até com o seu passado poderiam ser resolvidos de uma forma que talvez pareça boba, mas muito importante para qualquer pessoa: terapia. Para substituir esse papel de psicólogo, entra o Professor Xavier. O personagem foi um dos mais mal trabalhados no filme; sempre ajudou a toda a humanidade, mas teve um destino desagradável e que não condiz com a essência do personagem.

A fotografia (de Mauro Fiore, vencedor do Oscar de Melhor Fotografia por “Avatar”) e trilha sonora do longa também impressionam muito. As imagens e efeitos especiais e se tornam ainda mais bonitos em IMAX, assim como o som, composto por Hans Zimmer (responsável por trilhas sonoras de filmes como “Interestelar”, “Dunkirk” e “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge”).

Nota: 6/10

Assista ao trailer:

 

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Sobre Helena Ivo:

Helena Ivo, redatora, 25 anos. Graduada em Jornalismo pela PUC Minas, especialista em Marketing de Relacionamento, Eventos e Comunicação Empresarial pelo Instituto Superior de Comunicação Empresarial de Lisboa e em Produção de Conteúdo para a Web e Marketing de Conteúdo Avançado pela Universidade Rock Content. Já foi assessora de imprensa na Agenda Comunicação Integrada e social media em agências de Comunicação Empresarial. Apaixonada por cultura, já fez cobertura de eventos empresariais e shows nacionais e internacionais como Humberto Gessinger, Lana Del Rey e Kings of Leon. Atualmente é redatora no Jornal da Cidade BH e nas horas vagas é crítica de cinema e séries no Mundo Hype.

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