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Crítica: Game of Thrones (COM SPOILERS)

12 de agosto, 2019
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Especial Emmy. O Emmy Awards 2019 acontece no dia 22 de setembro e o Jornal da Cidade BH preparou uma programação especial para você que quer curtir a premiação afiadíssimo. Toda semana será publicada uma crítica, sempre às 19h, para você saber o que esperar dos filmes e séries indicados à premiação. A lista com todos os nomeados pode ser consultada aqui. Hoje vamos falar de Game Of Thrones.

A série, provavelmente a mais conhecida no mundo inteiro, foi também a mais representada no Emmy 2019, com 32 indicações.

De todas as nomeações podemos destacar as mais que merecidas: Melhor atriz coadjuvante em série dramática e Melhor atriz em série dramática, com nomes como Sophie Turner (Sansa), Lena Headey (Cersei) e a queridíssima Emilia Clarke, que interpretou Daenerys Targaryen.

Aliás, vale destacar que o elenco da série é impecável. Assim como fotografia, trilha sonora e figurino, todos dignos dos elogios recebidos nos últimos anos.

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Quando foi ao ar pela última vez no final de maio de 2019, Game of Thrones recebeu uma série de críticas negativas por conta de seu desfecho. Mas foi tão ruim assim?

Claro que tudo é uma questão de perspectiva, mas se pararmos para analisar os detalhes do seriado da HBO desde o início, dá para defender que Game Of Thrones merece sim, no geral, a legião de fãs que conquistou pelo mundo. O que deixou muito a desejar – e causa até certa surpresa pela indicação de Melhor roteiro de série dramática – foi justamente a forma que a última temporada foi escrita e executada.

Os episódios foram divididos em um misto de histórias sem desfecho – como toda a construção de Bran Stark que não foi de fato explicada, finais preguiçosos – como o de Cersei e Jaime (Nikolaj Coster-Waldau), mas também tiveram seus acertos. E é neles que vamos focar.

Por que foi bom?

Apesar de toda a controvérsia em torno do final e do roteiro absurdamente mal escrito por David Benioff e Dan Weiss, o caminho seguido por eles foi bem coerente com o que poderia ser esperado.

A Batalha de Winterfell foi surpreendente e nada poderia aquecer mais o coração dos fãs de Arya Stark (Maisie Williams) que o desfecho que assistimos, assim como a redenção de Theon Greyjoy (Alfie Allen) foi um dos momentos mais bonitos da série.

Arya Stark foi a estrela de uma das cenas mais vibrantes de Game Of Thrones

Arya Stark foi a estrela de uma das cenas mais vibrantes de Game Of Thrones

A redenção, a propósito, foi algo bem presente na última temporada de Game Of Thrones e envolveu personagens como Cão (Rory McCann), Jaime e até mesmo a Melisandre (Carice van Houten), que foi importantíssima para o sucesso na Batalha de Winterfell. E para haver redenção deve-se haver perdão, não é mesmo? Bran Stark (Isaac Hempstead-Wright), Brienne (Gwendoline Christie) e Tyrion Lannister (Peter Dinklage) deram um excelente exemplo em perdoar os personagens que os prejudicaram.

Daenerys

É impossível não falar sobre Daenerys Targaryen. A personagem finalmente conseguiu libertar o povo dos sete reinos, mas de uma forma “inesperada”. Ainda que frustrante para alguns, não há como negar que os sinais para esse desfecho estavam bem em nossos olhos o tempo todo. Dany tinha sim um coração puro, buscar “quebrar a corrente” e livrar os povos da tirania Lannister, mas acabou se tornando o que mais detestou.

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Ao longo de todas as temporadas a personagem deu diversos indícios do que estava por vir: sempre combateu seus inimigos com fogo e sangue e foi assim que ela dizimou Porto Real. Não dá para dizer que fiquei surpresa, mas sem dúvidas ver toda a aniquilação provocada pela rainha foi algo revoltante, de certa forma. E esse momento, essa decisão de Daenerys justifica tudo o que veio depois. A renúncia de Tyrion, a traição de Jon Snow (Kit Harrington) e a coroação de Bran não poderiam fazer mais sentido.

Foi frustrante ver o final de Dany? Foi. Muito. Mas o discurso que a personagem deu no episódio final foi de arrepiar e  sua ânsia por tentar fazer o certo mesmo estando errada foi comovente. Assim como seu final… Daenerys é aquele personagem que amamos, mas sabemos que a partir de certo ponto só poderia trazer mais problemas e destruição. Até o Drogon concordou com a gente.

A angústia de Drogon ao ver tudo que a briga pelo trono causou resultou em uma das cenas mais tristes de Game Of Thrones

Jon Snow

E Jon Snow como alvo de revolta dos fãs de Daenerys é um belo exemplo de mártir. Jon foi aquele personagem que teve pouquíssimos momentos de glória durante toda a série e basicamente serviu para salvar em vários momentos de aperto. Tem prova maior do que voltar para a Patrulha da Noite? Jon Snow foi aquele personagem que criticamos sempre que podemos, mas no fundo no fundo, amamos.

Sansa Stark

Mencionar Sansa Stark aqui chega a ser obrigatório. A personagem de Sophie Turner começou como uma das mais irritantes de GoT e terminou como a mais sensata depois de passar por TANTAS situações que nos comoveram e tão difíceis de se superar.

Game Of Thrones deixou algumas pontas soltas, mas no final das contas abordou muitos princípios e moral (ou a falta dela), dando espaço para debates  envolvendo valores e questões como evolução pessoal, superação, altruísmo, perseverança, compaixão, senso de coletividade e até mesmo saúde mental.

Daenerys Targaryen se tornou a “rainha louca”, como era temido desde o início da série

Após tanta destruição, guerras, ódio e todas as piores características da humanidade que foram abertamente exploradas ao longo das oito temporadas de Game Of Thrones, pudemos ver um final com esperança de um mundo melhor. E quem sou eu para criticar e ser contra um mundo melhor, ainda que na ficção, não é mesmo?

Nota: 9/10

Assista ao trailer:

Fotos: Divulgação/HBO

Você pode ler aqui todas as críticas do Especial Emmy. Leia aqui todas as críticas do Jornal da Cidade.

A série completa está disponível na HBO GO.

 

Crítica: Game of Thrones (COM SPOILERS)
5 (100%) 5 voto[s]


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