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Aves de Rapina: o filme que você não pode perder

10 de fevereiro, 2020
Por: Helena Ivo
Jornal da Cidade BH Notícia boa também dá audiência!

Cinema. A temporada de Oscar finalmente chegou a fim, mas as produções cinematográficas continuam a todo vapor. Hoje vamos falar sobre uma das últimas estreias do cinema: “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa”, que foi lançado na última quinta, 6. 

Antes de mais nada, preciso ressaltar que essa crítica vai ser baseada apenas no filme, sem considerar nenhuma relação com os quadrinhos – até porque você não precisa ser fã da DC pra amar o longa.

Em Aves de Rapina, dirigido por Cathy Yan, Margot Robbie volta a dar vida à Arlequina em uma nova fase, agora livre de seu ex-namorado controlador, o Coringa. E o filme todo gira em torno disso. De uma forma divertida e até mesmo irônica, Yan e a roteirista Christina Hodson, buscam reforçar e incentivar a independência feminina e a luta por igualdade de gênero, mesmo que no mundo do crime. 

Tudo isso pode ser observado não apenas através da Harley, que chega a explicitar seu descontentamento com a posição que é obrigada a ocupar na machista cidade de Gotham, mas também através das outras personagens: Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), Renee Montoya (Rosie Perez) e Cassandra Cain (Ella Jay Basco). Todas do grupo que por fim se tornou as Aves de Rapina, passaram por traumas causados por homens e que as levaram a encarar a vida de uma forma diferente. 

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A união dessas personagens tão diferentes é causada por um inimigo em comum: o sádico Máscara Negra, interpretado por Ewan McGregor. Máscara Negra é um importante mafioso em Gotham, que busca aumentar seus poderes financeiros para garantir cada vez mais influência sobre as autoridades corruptas da cidade. E ele não tem o menor escrúpulo para chegar onde quer.

O que mais chama atenção no longa é que roteiro, direção, produção e atrizes trabalharam juntas para escancarar sem pudor a indignação contra o patriarcado que dita a inferioridade das mulheres, e combater esse comportamento. Tudo isso em um combo de piadas bem feitas e lutas de tirar o fôlego – todas elas com toques femininos que enchem de alegria o coração de qualquer feminista. 

Vale destacar também a estética e a trilha sonora, que foram na mesma linha seguida pelas produções da DC nos cinemas, e que colaboram para a leveza e entretenimento da obra em meio a tantas denúncias. A atuação do elenco principal, incluindo a do antagonista McGregor, foi essencial para a aproximação e afeição com os personagens, garantindo ainda mais engajamento com o público.

Aves de Rapina é um filme forte, obscuro e ao mesmo tempo importante e engraçado. Mas o melhor de tudo: apresenta uma diversidade racial maior que o comum na escolha do elenco, e do início ao fim faz questão de manter o girl power que a maior parte do público feminino deve estar esperando: são muitas e muitas cenas de luta, todas protagonizadas e (SPOILER) vencidas por elas. 

Nota: 10/10

Assista ao trailer:


Sobre Helena Ivo:

Helena Ivo, redatora, 25 anos. Graduada em Jornalismo pela PUC Minas, especialista em Marketing de Relacionamento, Eventos e Comunicação Empresarial pelo Instituto Superior de Comunicação Empresarial de Lisboa e em Produção de Conteúdo para a Web e Marketing de Conteúdo Avançado pela Universidade Rock Content. Já foi assessora de imprensa na Agenda Comunicação Integrada e social media em agências de Comunicação Empresarial. Apaixonada por cultura, já fez cobertura de eventos empresariais e shows nacionais e internacionais como Humberto Gessinger, Lana Del Rey e Kings of Leon. Atualmente é redatora no Jornal da Cidade BH e nas horas vagas é crítica de cinema e séries no Mundo Hype.

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