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Sonho adiado: casamentos são remarcados por causa do novo coronavírus

03 de abril, 2020
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Noivas. Casais com cerimônias marcadas para os próximos meses devem negociar com fornecedores a escolha de uma nova data para realizar o sonho do grande dia

Com a orientação de evitar aglomerações e contato social desnecessário com outras pessoas, muitos casais viram seu sonho ser adiado. Noivos e noivas de todo o Brasil precisaram remarcar ou até mesmo cancelar seus casamentos em virtude da pandemia do novo coronavírus.

Em Minas Gerais, o governador Romeu Zema decretou calamidade pública no final de março. A medida, entre outras ações, proíbe a realização de eventos e de reuniões de qualquer natureza, de caráter público ou privado, incluindo excursões, cursos presenciais e outros com mais de 30 pessoas. Assim, as grandes celebrações do amor que seriam realizadas principalmente entre os meses de abril e maio – o tradicional mês das noivas – precisaram sofrer alteração na data.

Quem é ou já foi noivo (a) sabe que planejar um casamento não é nada fácil. São diversos detalhes que precisam estar em sintonia para que a cerimônia e a festa aconteçam a contento. Dependendo do estilo de celebração escolhido pelo casal, dezenas de fornecedores estão envolvidos na realização do seu grande dia, entre buffet, salão de festas, fotógrafos, salão de beleza, entre outros.

Como a situação é extremamente atípica e inédita, a dica para os noivos é apostar em uma conversa franca com cada um dos profissionais contratados. Para que todos saiam ganhando, o melhor é chegar a um consenso sobre uma nova data, sem que haja prejuízo para nenhuma das partes.

Vale lembrar que a maioria dos fornecedores está abrindo mão de possíveis multas previstas nos contratos e interessados em realizar acordos junto aos noivos. O cancelamento do evento deve ser a última opção.

“Sim” no altar

Para os noivos católicos, um dos momentos mais esperados é o “sim” diante do altar. Em alguns casos, é preciso muito planejamento para conseguir a data ideal na igreja sonhada pelo casal. A Basílica de Lourdes, por exemplo, tem uma lista de espera famosa, assim como a Igrejinha da Pampulha, que reabriu os agendamentos para casamentos em janeiro deste ano, após ficar fechada para reforma por quase dois anos.

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A orientação da Arquidiocese de Belo Horizonte para os casamentos que seriam realizados neste período foi publicada em uma mensagem assinada pelo Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo. No documento, ele recomenda que a Arquidiocese empenhe esforços com os noivos que já agendaram as cerimônias até o mês de julho para que marquem nova data a partir de agosto. Além disso, os párocos são orientados a conversar pessoalmente com os noivos que não puderem adiar os casamentos, de modo que a quantidade de convidados seja redimensionada. Desta forma, poderá ser determinado quantas pessoas poderão participar da celebração do matrimônio com segurança.

Lua de mel

As viagens de lua de mel também sofreram o baque do coronavírus. Muitos noivos já estavam com passagens aéreas compradas, diárias em hotéis agendadas e passeios turísticos planejados para os próximos meses. E agora? O que fazer?

Uma Medida Provisória publicada pelo Governo permite que o passageiro que já tenha adquirido sua passagem aérea possa remarcá-la sem multa, ou ter o valor reembolsado. No caso da remarcação – opção mais indicada –, o prazo para um novo agendamento é de 12 meses a partir da data da viagem. Se o viajante optar por cancelar, a companhia aérea tem até um ano para devolver o valor pago, de acordo com as regras de contratação – que podem incluir multas.

Há ainda uma terceira possibilidade, que é o cancelamento do voo por parte da companhia aérea. Nesse caso, o passageiro tem a opção de ser acomodado em outro voo, ficar com os créditos ou ser reembolsado integralmente em até 12 meses.

No caso das diárias em hotéis, quem fez a compra diretamente com os estabelecimentos pode entrar em contato para tentar uma remarcação sem custos. Já o que optaram por contratar um pacote em uma agência de viagem precisam entrar em contato com a empresa para verificar a melhor opção.

De acordo com o Procon-MG, a orientação para os consumidores com viagem marcada para destinos atingidos pelo coronavírus é de que as companhias aéreas ou agências de viagens devem remarcar ou cancelar as passagens e pacotes sem cobrança de multa ou taxa de remarcação. No caso de reagendamentos, a tarifa poderá ser atualizada de acordo com os preços praticados no momento. Quando o adiamento da viagem não for possível, o consumidor deve receber a devolução integral da quantia já paga.


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