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Espiritualidade: textos sobre Barnabé

06 de maio, 2020
Jornal da Cidade BH Notícia boa também dá audiência!

O JORNAL DA CIDADE BH preparou lançamentos, periódicos, com uma série de escritos sobre Barnabé, um dos primeiros trabalhadores que se agregaram integralmente à causa cristã. Confira todos os textos da coluna assinada por Carlos Malab.

Não deixe o medo criar ambiente no seu coração

A Lua acabara de despontar no horizonte, trazendo à agitada cidade de Antioquia um ar diferente com forte presença da natureza. Era como se o Criador estivesse colocando ao dispor de todos, sem exceção, um enorme pote luminoso que derramava refrescante balsamo invisível sobre toda a terra.

No espaço simples e acolhedor da igreja cristã, nascente na cidade, podia-se encontrar a paz tão necessária às almas sedentas de amor.

Após um exaustivo dia de trabalho, Barnabé, conhecido na comunidade também como Irmão José, estava assentado, revisando mentalmente o que vivenciara durante o dia.

Ele tinha o hábito de repassar as ocorrências e refletir nas suas atitudes.

Aprendera a avaliar, meditar sobre seus atos diários e a reação provocada no próximo. Visava com isto melhorar sua capacidade de compreender e ajudar.  Não tinha a pretensão de julgar ninguém, mas sim o firme propósito de se aperfeiçoar.

No silencio do cômodo onde se encontrava, situado nos fundos da construção, ouviu passos apressados e tensos. Pode sentir que quem se aproximava o fazia em clima de aflição.

Dali a instantes uma senhora adentrou a sala que não possuía porta. Devia ter uns trinta anos, mas as preocupações e dificuldades da vida, certamente lhe sugavam a seiva vital. Parecia mais velha e alquebrada. Os olhos mostravam-se tensos e agitados. Parou, vasculhou com o olhar o local e foi logo falando:

-É o senhor o Irmão Barnabé?

-Sim em que lhe posso ser útil?

Ela assentou-se apressada, notava-se que tinha muita dificuldade em expressar seu pensamento.

-Calma minha filha, olhe para mim, você é bem vinda aqui ,  está na casa de Jesus onde todos somos irmãos e amigos.

Buscou um pouco de agua em um cântaro de barro próximo e lhe deu para beber.

Aos poucos ela foi se acalmando, sua mente serenando e com lágrimas na face, começou a falar:

-Irmão, sou amiga da Judith, ela me sugeriu que o procurasse para buscar uma orientação. Vivo um problema estranho e não sei o que fazer para sair dele.

-Como você se chama?

-Meu nome é Ana. Não sei o que fazer. Respondeu ela de forma repetitiva e esfregando nervosamente as mãos.

-Fale o que te atormenta irmã, estamos ao seu dispor.

-Irmão estou sofrendo horrivelmente. Sempre que chego em casa, vejo na sala uma imagem de uma cobra e ela aparece não sei de onde. Quando a vejo, fico insegura, ela parece que vai me atacar. Estou cada vez mais apavorada. Esta visão me dá profunda repulsão.

Experimentado nos casos de atendimento, diante daquela agitação e desespero, Barnabé orou em seu íntimo, pedindo para receber uma inspiração do alto na melhor forma de cooperar.

-Você mora sozinha?

-Não, moro com minha mãe e dois primos, mas eles não me querem bem.

-Entendo, porque eles não gostam de você?

-Mamãe amparou os sobrinhos ha alguns meses, após a morte de seus pais, mas até hoje eles falam pouco conosco. Estão sempre envolvidos nas jogatinas e muitas vezes querem levar pessoas estranhas em nossa casa o que não concordo e por isto discutimos.

Barnabé começou a enxergar que talvez estivesse ali, a origem dos estranhos aparecimentos. Será que os primos tinham algum envolvimento com o que estava ocorrendo? Seria providencial conhecer o local das aparições e conversar com todos os que viviam naquele lar.

-E como é esta imagem da cobra?

Perguntou, porque conhecia uma antiga artimanha das pessoas de mal proceder. Estas com o conhecimento das questões mentais e magnéticas, usam imagens como instrumento para implantar o clima de receio e terror. As imagens criam na mentes desprevenidas e enfraquecidas, o pavor. Feito isto induzem o sentimento de perigo e lentamente alienam quem cai em suas garras, procedendo então a dominação das ideias e pensamentos da infeliz vítima.

-Ela é igual uma serpente de aspecto horrível que parece preparada para me atacar.

-Entendi minha filha. Não se prenda a esta figura. Ela está te induzindo ao medo e quando deixamos campo ele nos controla. Tenha fé na proteção de Deus. Nós nunca estamos sozinhos e abandonados. Vou com você a sua residência assim que estiver melhor e for apropriado. Com coragem e determinação faremos esta estatua desaparecer de vez.

-Eu sempre a retiro e  atiro no rio esta esfinge do mal, mas ela volta sempre.  O que mais devo fazer?

-Joga-la fora novamente. Não deixe que o medo crie ambiente no seu coração. Ore filha e peça ao Senhor o amparo e forças. Os agentes do mal, são hábeis em criar em nossa mente ideias fixas, sabem eles muito bem que estas ideias quando canalizadas no receio, podem nos fazer escravos deles. Quando oramos e temos fé em Deus saímos desta faixa mental e somos auxiliados.

Ana começou a ficar mais calma sob o poder daquelas palavras carinhosas, vindas de alguém que transparecia paz interior e o poder das almas boas e harmonizadas. O seu coração antes palpitante, começou a bater mais brando e ela sentiu-se sem apreensão. Uma sensação de alivio a fez retornar a normalidade que a bastante tempo não experimentava.

Barnabé entendeu o momento e ofereceu a senhora mais um pouco de agua.

Viu com clareza que aquele caso era um típico exemplo de indução mental de malfeitores que queriam afasta-la do lar visando ter acesso e controle total sobre sua residência.

Após sentir que visitante melhorava e já se mostrava recomposta e calma, pegou e leu um pequeno texto das palavras de Jesus onde estava escrito:

“Não tenhais medo deles, portanto. Pois nada há de encoberto que não venha a ser descoberto, nem de oculto que não venha a ser revelado”. (1)

-Veja irmã o nosso Mestre ensina-nos que tenhamos confiança e fé. Podemos ir a sua casa, conversar com seus familiares e ver o que ocorre?

-Sim irmão, será de grande ajuda, falei a minha mãe que viria aqui pedir socorro e ela espera ansiosa por uma resposta.

Barnabé sentindo a necessidade de agir de imediato, partiu com Ana, na certeza que o Pai através dos seus anjos de luz, o amparariam e orientariam na melhor forma de agir nas providencias necessárias.

Mateus 10:26

 


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4 Comentários

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    Beatriz Teodoro 13 de maio de 2020

    Muito bacana ver os atendimentos do Irmão José. A simplicidade, a profundidade e a sabedoria das orientações são encantadoras. Parabéns pelo texto, amigo.

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    Pedro M. Azevedo 11 de maio de 2020

    Muito atual e interessante.
    Passamos a vida rodeado de amigos e pessoas que nos querem o bem.
    Porém, percebemos que algumas outras nos invejam, seja pelo estilo de vida que vivemos, ou pela falta de harmonia espiritual dentro de seus lares.
    Sempre, que percebemos estas distorções temporais, pedimos a Deus que os ilumine e traga luz e paz para os seus corações.

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    Túlio. 8 de maio de 2020

    Lendo os atendimentos feitos por Barnabé, fiquei lembrando a importância do atendimento fraterno realizados hoje , aliviar os corações baseado no Evangelho gera paz e equilíbrio. Carlos gratidão.

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    Fontana 6 de maio de 2020

    Malab, amigo, excelente téxto.
    Grande abraço.

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