Jornal da Cidade BH | Notícia boa também dá audiência!

#SOMOSTODOSINFLUENCERS

02 de julho, 2018

Por Tatiana Andrade. Esqueça todos os argumentos sobre a onda passageira, a superficialidade e a falta de consistência com que os formadores de opinião, blogueiros e influencers digitais foram encarados em tempos passados. É hora de mais do que entender, valorizar e profissionalizar o mercado em torno destas pessoas comuns que, por mérito próprio, se tornaram notórias e influenciam diariamente milhares de indivíduos.

A antiga era das mídias de massas, top-down, de um para todos cedeu espaço à conversação digital protagonizada pelas redes sociais nas quais o mundo inteiro passou a ter vozes e ouvidos. E neste contexto surgiram aqueles que falam mais alto, e se fazem ouvir por um número maior de pessoas.

De bloggers a criadores de conteúdo que aprenderam a escrever, dirigir e interpretar seu próprio roteiro em diversos canais; eles desbancaram editores, celebridades e modelos, realocaram verbas milionárias de marketing de indústrias muito além da moda e beleza; e silenciosamente – ainda que capazes de criar muito barulho – demandaram nada menos do que uma nova área de estudo e atuação: o Marketing de Influência.

Apaixonados à parte – como eu própria – pela transformação cultural que esse movimento representa na nossa história e cultura; podemos dizer que se você tinha dúvidas se eles chegariam longe, é chegada a hora de assumir que chegaram e que todos nós só temos a ganhar. Afinal, grande parte desta configuração atual se deve justamente ao relacionamento one-to-one, próximo e intimista com que os emissores das mensagens passaram a falar com os receptores delas.

No final das contas, como audiência, passamos a nos comunicar de volta sobre as mensagens que recebemos. Como criadores de conteúdo, passamos a escutar o que os espectadores têm para falar sobre o que criamos. E, sobretudo, como marcas, passamos a acompanhar de perto esse relacionamento entre as duas partes e a conversar de verdade com nosso público-alvo e com quem genuinamente forma suas opiniões.

Mas afinal, ainda que já tenhamos absorvido essa transformação em nossas vidas cotidianas, como lidar comercialmente com todo esse arranjo da comunicação moderna? E como essa nova corrente da comunicação moderna deve lidar conosco a partir de agora?

A resposta não poderia ser mais simples: com integridade e coerência. Como enfatiza também Fabiana Amaral Lopes, co-fundadora e diretora de marketing da Enlace In – bureau focado em gestão de influencers, do grupo Enlace Gestão Empresarial – que assessora alguns dos maiores nomes do mercado de influência como Raquel Mattar e Carol Rache.

Como audiência, fique à vontade para dizer o que pensa, mas com razoabilidade suficiente para fazê-lo de forma respeitável. Como content creator, aposte em parcerias comerciais coerentes com seu conteúdo e enriquecedoras para os seguidores leais que conquistou sendo você mesmo.Por fim, como marca, acredite em parcerias autênticas e conteúdos co-criados com o formador de opinião que tem sinergia com sua proposta de valor. Crie relacionamentos a longo prazo com influenciadores e seus influenciados, proporcione experiências extra-comerciais, porque acredita na colaboração que propõe e nunca se esqueça: se quiser estar um passo à frente, assuma alguns riscos e esteja sempre pronto para geri-los.

Fotos: Renata Melo