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As lojas de moda do futuro

27 de agosto, 2020
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Fashion. Os desafios da reabertura do comércio e o novo propósito os estabelecimentos físicos na era digital

Bem antes da pandemia chegar, em fevereiro de 2018, o bilionário Warren Buffet deixou o mercado em alerta quando disse em sua conferência anual: “O varejo que você conhece está prestes a morrer.” Ainda que muito tenha sido discutido sobre os termos fatais e por isso polêmicos da profecia, levando em consideração a expressividade que as vendas on-line haviam ganhado nos últimos dez anos, não houve quem duvidasse que na próxima década o varejo físico realmente passaria por transformações profundas.

Buffet apenas não sabia ainda que cinco meses de pandemia global e distanciamento social acelerariam em cinco anos o nosso futuro e que esses novos tempos chegariam mais cedo do que pensávamos.

A reabertura lenta do comércio aqui e em vários outros lugares do mundo, marcada por restrições e consumidores inseguros, coloca em evidência a principal questão desse momento e também dos próximos anos: o que levará o cliente a sair de sua casa e se deslocar até a loja para fazer uma compra? Como atrair de volta aqueles por quem durante os últimos cinco meses batalhamos por conquistar no universo on-line? Afinal, qual o propósito de uma loja física na era digital?

“A vulnerabilidade das lojas físicas se mostrou durante os tempos de Covid-19”, explica Doug Stephens – um dos maiores consultores de varejo do mundo em entrevista para o site Business of Fashion. “Por isso, o novo cenário indica menos metragem quadrada de varejo e mais on-line. Mas isso não nega o valor das experiências físicas da vida real, e para estas, nenhum palco é melhor do que uma loja de verdade.”

Ao contrário do que muito entenderam da frase de Buffet naquele já distante e pré-pandêmico passado, o varejo não vai morrer, apenas evoluir. Seu novo modelo vai ao encontro do novo consumidor, que somos nós. E o nosso ato de comprar nunca foi tão multicanal – do começo ao fim. “Não se trata de aqui é o on-line e aqui o offline, mas sobre uma única marca que permita ao consumidor ativar o canal que ele escolher no momento que quiser”, reforça Stephens.

Então, que tal enviar o lookbook para o cliente no WhatsApp, continuar por mensagem no Instagram mostrando o look de outra forma, encaminhar o link do produto escolhido no e-commerce e convidá-lo para ver tudo de perto e tomar um café na loja?

O propósito das lojas modernas deixa de ser apenas receber uma visita e vender ali e agora; mas passa a se tornar também um canal dentre outros, para que o cliente se envolva com o ambiente, produto e coleções, equipe de vendas e, principalmente, viva experiências memoráveis. Pois as lojas físicas podem não voltar a ser exatamente como já foram um dia, mas nunca deixarão de ser o ponto de contato mais importante entre uma marca e uma pessoa.

E o que uma pessoa deseja sempre será se sentir especial. Como diz Maya Angelou: “As pessoas vão esquecer o que você disse, mas nunca se esquecerão de como as fez sentir.” Então, crie as melhores sensações dentro da sua loja. E que ela seja apenas uma parte de toda uma jornada de relacionamento e encantamento superconectada.


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