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Sem estica e puxa

11 de julho, 2020
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Serviço. Item de manutenção muitas vezes negligenciado, correia de transmissão da motocicleta deve ter a tensão exigida pelo fabricante para seu funcionamento correto

Há um item de manutenção na motocicleta que, algumas vezes, é negligenciado pelo motociclista: a correia de transmissão. O desleixo pode ser maior ainda, caso se trate de uma da Harley-Davidson. Isso porque, o componente pode durar até 160 mil quilômetros e, aí, a turma não dá muita bola.

Mas o gerente comercial de manutenção da empresa, Martin Ginns, alerta: “embora exija muito menos atenção do que componentes presentes em outros veículos de duas rodas, a correia não chega a ser livre de manutenção”, afirma.

O modelo Sturgis FXB 1980 foi a primeira motocicleta da Harley-Davidson equipada com uma correia de transmissão moderna. Diferentemente da corrente que, eventualmente, veio a ser substituída na linha de modelos Harley, uma correia de transmissão não precisa ser limpa e lubrificada. O equipamento pode parecer quase delicado, mas os cabos tensionados de fibra de carbono super reforçados no seu interior o tornam muito forte e resistente ao estiramento.

Além das instruções do Manual do Proprietário, que alertam sobre a necessidade de inspecionar regularmente as condições da correia de transmissão antes de pilotar, o cronograma de manutenção de todas motocicletas da marca requer uma inspeção e verificação da tensão da peça após os primeiros 1.600 quilômetros e a cada 8.000 quilômetros.

A partir daí, é necessário manter a mesma frequência de uma troca de óleo e filtro de óleo. O serviço autorizado irá verificar e ajustar a tensão da correia sempre que uma motocicleta estiver na concessionária para uma revisão de rotina.

Se a tensão estiver fraca demais, a correia pode se “precipitar” ou pular um dente durante a aceleração ou desaceleração, e esse tipo de estresse pode começar a empurrar o dente para fora. Já o excesso de tensão pode acarretar um desgaste precoce do rolamento do eixo de saída da transmissão.

Uma causa comum de danos da peça é um pedra se alojar dentro dela quando ela passa pela roda dentada. “Os proprietários que removem o defletor inferior de detritos por motivos estéticos correm um risco muito mais alto de danificar a correia”, explicou Ginns.

“Especialmente se você tiver uma longa entrada de garagem pavimentada com saibro ou pilotar regularmente em estradas com isolamento de cascalho, vale realmente a pena inspecionar a correia no intervalo entre as manutenções”, acrescenta.

Segundo ele, ao inspecionar a correia, procure detritos presos nos dentes e danos à correia, que podem tomar a forma de um furo ou rachadura visíveis na superfície nervurada externa, uma rachadura na base dos dentes ou dentes faltando, ou, ainda, cabos tensionados expostos.

Se uma pedra danificar a correia, pode também danificar um dente da roda dentada, e ambas as rodas dentadas devem ser substituídas sempre que for instalada uma correia nova.





FOTOS / Divulgação JC / H-D


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