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Honda ressalta a capacidade da linha RC nas pistas

10 de maio, 2020
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Motociclismo. Modelos RC211V, RC212V e RC213V mostram evolução que rendeu à marca japonesa diversos títulos mundiais na MotoGP desde 2017

Assim como a Fórmula-1 está para os automóveis de passeio, a MotoGP – principal categoria do motociclismo mundial – é um verdadeiro laboratório para os fabricantes. Muitos componentes usados nas pistas, aliás a maioria, vão para as ruas, avenidas e estradas.

A Honda, por exemplo, é uma das montadoras que sempre destaca esta relação. E mais: o desempenho de suas máquinas nas pistas é tão surpreendente quanto a sua liderança nas vendas. Principalmente no Brasil, onde detém cerca de 90% de participação.

Para provar esta hegemonia, acaba de fazer um balanço importante: três de seus modelos venceram mais corridas e tiveram mais títulos do que qualquer outro fabricante. Nas 18 temporadas que se passaram desde 2002, o ano em que a MotoGP passou a usar motores quatro tempos, a Honda venceu um total de 22, além de 153 GPs.

As protagonistas são as RC211V, RC212V e RC213V (a sigla RC representa Racing Cycle), que dão sequência ao sistema de nomenclatura adotado pela marca para suas primeiras motos de corrida que dominaram o campeonato mundial na década de 1960. Estas motos incluem a RC166 de 6 cilindros e 250cc, o RC149 de 5 cilindros e 125cc e a RC181 de quatro cilindros e 500cc.

A RC211V perdurou de 2002 a 2006. Dez pilotos competiram com ela nas pistas, entre eles o brasileiro Alex Barros e o multicampeão, o italiano Valentino Rossi. Juntos venceram 48 corridas na MotoGP em cinco anos, período no qual o limite de cilindrada dos motores era de 990cc. Naquela época, a moto também ganhou três títulos no Mundial de Pilotos e quatro no Mundial de Construtores.

De 2007 a 2011 foi a vez da RC212V brilhar nos circuitos de todo o mundo. Os regulamentos técnicos foram alterados para a temporada de 2007, reduzindo a capacidade do motor de 990 cc para 800 cc. O modelo ganhou motor V4, menor e menos potente, mas o conjunto era mais eficiente em curvas.

De 2012 até hoje, a estrela se chama RC213V. Quando foi decidido mudar o regulamento, alterando a capacidade dos motores de 800 para 1000cc, os engenheiros da Honda projetaram uma terceira motocicleta, totalmente nova, para a MotoGP daquele ano.

Em 2019, o piloto espanhol já vencedor do título mundial nas classes 125cc (2010) e Moto2 (2012), conquistou novamente 13 vitórias na temporada. Sua RC213V contou com outra importante evolução no desenho do motor, o que aumentou consideravelmente a potência máxima disponível.

Quando a MotoGP recomeçar neste difícil ano de 2020, Marc Márquez, Alex Márquez, Cal Crutchlow, Takaaki Nakagami e toda a equipe farão de tudo para levar adiante a vitoriosa história da marca na principal categoria do motociclismo mundial.

FOTO / Divulgação JC / Honda


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