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Bikes elétricas em alta voltagem

10 de setembro, 2020
Jornal da Cidade BH Notícia boa também dá audiência!

Pedalando. Estudo mostra crescimento de 34%, totalizando mais de 25 mil unidades comercializadas no ano passado e expectativa promissora para 2020

Para celebrar o mês da mobilidade, nada como homenagear as bikes elétricas. Foi o que fez Aliança Bike e o Labmob, da Universidade Feeral do Rio de Janeiro, que acabam de lançar a primeira edição do Caderno Técnico de Bicicletas Elétricas. Com coordenação da agência de comunicação Multiplicidade e apoio do Itaú, a publicação traz dados atualizados e importantes sobre o mercado de bikes elétricas no País.

Um deles é que há um crescimento considerável deste tipo de veículo. Segundo o estudo, houve um aumento de 34% entre 2016 e 2019, totalizando 25 mil unidades comercializadas só no ano passado.

Apesar da pandemia, para 2020, os dados apontam para mais um ano animador. A projeção é de 32 mil bicicletas elétricas comercializadas no mercado interno. Entre janeiro e junho deste ano foram importadas 7.427 bicicletas elétricas, número equivalente a 64% das importações em 2019.

Na média mensal de importações, o número é 28% superior ao ano anterior. Soma-se a este número a produção e montagem, entre janeiro e junho, de 8.350 bicicletas elétricas (2.409 na Zona Franca de Manaus e 5.941 no resto do país).

“O estudo consolida uma metodologia mais assertiva para determinar o tamanho do mercado de bicicletas elétricas no Brasil. Com isso, todo ano o número poderá ser atualizado, constituindo uma importante série histórica”, afirma a coordenadora executiva do Caderno Técnico, Glaucia Pereira.

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O levantamento foi realizado por meio da coleta de dados primários e secundários e conta com um estudo inédito com mais de 400 usuários deste meio de transporte. Os resultados desta pesquisa apontam uma forte migração do uso do carro para o da bicicleta elétrica: 56% das pessoas que a utilizam para trabalhar ou estudar costumavam se deslocar de automóvel.

De acordo com o diretor executivo da Aliança Bike, o Daniel Guth, os resultados da pesquisa confirmam o potencial da bicicleta elétrica em substituição ao carro. Para ele, é hoje um símbolo das equivocadas escolhas que muitas cidades adotaram como prioridade para a mobilidade urbana.

“Além dos benefícios aos ciclistas que são inerentes ao uso da bicicleta, há também as vantagens diretas para as cidades, inclusive orçamentárias, no estímulo a este meio de transporte saudável e não poluente”, explica.

O Caderno Técnico de Bicicletas Elétricas é a primeira publicação da coletânea Mercado de Bicicletas no Brasil, que terá ainda outras três edições: Produção e Montagem, Comércio Varejista e Importação, Exportação e Distribuição. A segunda edição da coletânea Mercado de Bicicletas no Brasil deverá ser lançada no mês de outubro.

Perfil

O Caderno Técnico de Bicicletas Elétricas conseguiu traçar um perfil das pessoas que utilizam este tipo de meio transporte – seja para lazer ou para locomoção diária. Veja alguns números apontados no estudo:

– 76% ciclistas do gênero masculino e 23% feminino. Quanto à raça/cor, 74% declaram-se brancos, 13% pardos, 1% pretos, 5% amarelos e 6% preferiram não responder esta pergunta;

– A maior parte declarou renda familiar entre 5 e 10 salários mínimos (27%), seguido da faixa de mais de 10 salários mínimos (22%). Os respondentes têm em média 42 anos, sendo que as idades variaram entre 22 e 79 anos. São de 19 Estados do Brasil, sendo a maioria residente da região sudeste (74%), e 61% de toda a amostra residente no Estado de São Paulo;

– 59% dos entrevistados usam a bicicleta elétrica para se deslocar até o local de sua atividade principal – trabalho ou estudo.  Destas, 56% antes usavam o automóvel, 21% o transporte coletivo e 14% a bicicleta convencional. Este resultado confirma o potencial substituidor da bicicleta elétrica, atraindo principalmente pessoas que hoje se locomovem de automóvel;

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– 41% das pessoas entrevistadas não usavam, até então, a bicicleta convencional na cidade, para qualquer finalidade. Ou seja, a cada dez novas bicicletas elétricas comercializadas, as cidades ganham quatro novos ciclistas;

– 80% dos respondentes compraram ou alugaram a bicicleta elétrica a partir de 2018. E 48% testaram uma bicicleta elétrica em uma loja antes de fazer a compra;

– 15% declaram ter investido até R$ 3.000, 61% desembolsaram entre R$ 3.001 e R$ 6.000, 10% entre R$ 6.000 e R$ 9.000, 4% mais de R$ 9.000 e 10% declaram não lembrar ou preferiram não responder a esta questão;

– Sobre os aspectos que desmotivam o uso da bicicleta elétrica, 50% dizem que ‘não ter ciclovias e ciclofaixas suficientes’, seguido de 43% que declararam ‘não ter lugar adequado para prender ou deixar a bicicleta’;

– Sobre os motivos para começar a usar uma bicicleta elétrica, 32% responderam ‘suar ou cansar menos’, seguido de ‘enfrentar subidas mais facilmente’ (23%) e chegar mais rápido (18%);

– 87% sentem melhora na qualidade de vida após começarem a usar bicicleta elétrica;

– 78% sentem uma relação melhor com a cidade;

– Ao final da pesquisa, perguntados sobre se indicariam a bicicleta elétrica para amigos e familiares em uma escala de 0 a 10 (sendo 0 nunca e 10 com certeza), a média de pontuação foi 9,3. Mostrando uma satisfação muito alta com o uso de bicicleta elétrica nas cidades.

Confira a publicação na íntegra.

FOTO / Pixa


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