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Prevenção do Transtorno do Espectro Autista deve ser feita na consulta pediátrica

13 de abril, 2019
Por: Jornal da Cidade BH
Foto: Divulgação/Clínica blues
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Saúde. Médica alerta para a importância do diagnóstico precoce da doença, que pode afetar a comunicação e a interação social das crianças

No último dia 2 de abril, comemorou-se o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. A data, criada em 2007, tem como objetivo informar a população a respeito da doença e minimizar a discriminação e o preconceito que afetam os que sofrem com essa síndrome neuropsiquiátrica. Aproveitando a ocasião, a médica pediatra Esther Rache Rodrigues alerta para a importância do diagnóstico precoce para melhorar a qualidade de vida dos portadores da doença.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é definido como uma alteração na comunicação, interação social e interesse em atividades restritas que aparece tipicamente antes dos três anos de idade, podendo gerar sofrimento para o paciente e seus familiares, principalmente se não diagnosticado e bem acompanhado por especialistas.

O TEA é uma alteração que vem apresentando uma estatística significativa, com uma prevalência nos EUA de um a cada 68 casos e, no mundo, um em cada 100 casos. O tratamento do paciente deve ser realizado o mais precocemente possível, aumentando sua eficiência e, consequentemente, atenuando o sofrimento dos pacientes e seus cuidadores.

“Esses são alguns dos motivos para ficar atento quanto à triagem para sinais de TEA na infância, durante o desenvolvimento dos filhos. Por isso, desde 2011, o Ministério da Saúde incluiu na caderneta de saúde da criança e do adolescente uma ferramenta para detecção de sinais de alarme”, esclarece Esther.

“Sempre oriento aos pais que aproveitem ao máximo a caderneta de saúde da criança do Ministério da Saúde e acompanhem o desenvolvimento dos filhos bem de perto. Qualquer sinal de atraso no crescimento e desenvolvimento deve ser comunicado imediatamente ao pediatra de controle”, reforça.

Sinais de alerta

Alguns dos sinais listados pelo Ministério da Saúde que podem ser observados por familiares para identificar traços de Transtorno do Espectro Autista (TEA) são:

  • Alterações do sono variáveis e inespecíficas;
  • Indiferença em relação aos cuidadores, ausência de sorriso social, desconforto quando acolhido no colo e desinteresse pelos estímulos oferecidos (brinquedos, por exemplo);
  • Ausência de atenção compartilhada (não compartilham o foco de atenção com outra pessoa) e de contato visual (não estabelecem contato olhos nos olhos);
  • Comportamentos estereotipados (mexer os dedos em frente aos olhos, movimentos repetitivos da cabeça e/ou de antebraços e mãos, andar nas pontas dos pés descalços, balanço do tronco);
  • Ausência de resposta ao chamado dos pais/cuidadores, aparentando surdez;
  • Aversão ao contato físico (a criança evita relacionar-se com pessoas desde o início da vida);
  • Ausência de reação de surpresa ou dificuldade para brincar de “faz de conta”;
  • Hipersensibilidade a determinados tipos de sons;
  • Ecolalia – repetição imediata ou tardia de palavras ou frases;
  • Tendência ao isolamento, autoagressão, inquietação, comportamentos estranhos;
  • Interesses circunscritos (às vezes, gosta de girar objetos);
  • Em alguns casos, presença de habilidades especiais (matemáticas, musicais e plásticas).
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