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Doença do Refluxo já tem tratamento menos invasivo

18 de dezembro, 2018
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Em BH. Recentemente chegado ao Brasil, e, agora, em Belo Horizonte, o Stretta, considerado como método menos invasivo para tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), é feito por endoscopia e já foi realizado em cerca de 40 países, atendendo mais de 25 mil pessoas.

Diferente dos demais procedimentos para tratamentos da DRGE, o Stretta tem o objetivo de estimular o pleno funcionamento do próprio corpo. Ele usa energia de radiofrequência para fortalecer e melhorar a função do músculo que evita a regurgitação ou o refluxo.

Tudo isso, por meio de um procedimento endoscópico ambulatorial, com alta no mesmo dia. Para quem não deseja continuar tomando medicamentos e realizar cirurgias é o procedimento ideal.

O Dr Mauro Jácome (foto), cirurgião geral, membro da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparascópica e Federação Brasileira de Gastroenterologia, diretor técnico da Cronos Medicina Diagnóstica, é um dos pioneiros no tratamento em Minas Gerais.

Ele explica que o Stretta, além de não ser nocivo ao corpo, tem uma longa durabilidade. De acordo com ele, aproximadamente, 90% dos pacientes que foram submetidos ao procedimento do Stretta saíram satisfeitos com os resultados.

O que é Doença do Refluxo (DRGE)?

A DRGE é uma patologia altamente prevalente, que acomete aproximadamente 12% dos brasileiros (cerca de 20 milhões de pessoas). O esôfago é o órgão que liga a boca ao estômago, transportando a comida de um ao outro. Nessa doença, ocorre uma perda de tônus (hipotonia) da musculatura do final do esôfago, na região próxima ao estômago, chamada esfíncter esofagiano inferior (EEI).

Quando isso ocorre, a válvula existente na junção do esôfago com o estômago não fecha adequadamente após a passagem do alimento. Seria como se ficasse um “portão aberto”. Com o portão aberto, a comida e o suco gástrico – que é extremamente ácido – acabam por refluir, retornar para o esôfago. Por isso que muitas pessoas que tem a DRGE relat am o retorno do alimento até a boca em casos mais graves.

Sintomas

O esôfago é um órgão que não gosta de ácido. A sua mucosa, ao contrário da mucosa do estômago, não foi preparada para receber ácido, assim não possui as proteções necessárias para tal. Por isso que quando o refluxo (que é acido, pois vem do estômago) ocorre, ele “queima” a mucosa (revestimento interno) do esôfago, causando o principal sintoma da DRGE, que é a AZIA.

De tanto o ácido refluir para o esôfago ele pode causar erosões (parecidas com aftas da boca), caracterizando a esofagite, que é uma inflamação do esôfago causada pelo ácido do estômago, logo uma consequência da DRGE.