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Bom humor rima com amor

17 de maio, 2019
Por: Cristina Santos
Foto: Jo Moreira
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Coluna. Casais que riem juntos tendem a ter as relações mais leves e momentos de conflitos mais amenos

Não existe receita pronta para garantir um relacionamento feliz e duradouro. Porém, a ciência garante que pode ser mais simples do que você imagina. Os casais que dão boas gargalhadas juntos e aqueles que diminuem as cobranças um do outro permanecem juntos, segundo a Universidade de Kansas, nos EUA.

“O bom humor tende a deixar as relações mais leves e ameniza até mesmo os momentos de conflito, o que diminui as cobranças um do outro”, afirma a sexóloga Lelah Monteiro, de São Paulo. “É muito bom quando parceiros se soltam para rirem juntos, aumenta a conexão”, diz ela.  Mas não basta procurar alguém que se comporte de maneira distraída, pois isso não é sinal de leveza.

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Um estudo com 953 casais, publicado no Journal of Social and Clinical Psychology, aponta que, durante uma discussão, as pessoas tendem a perceber o conflito em duas perspectivas gerais: pelo prisma da ameaça ou da negligência.

No primeiro caso, sentem que estão sendo cobradas, acusadas ou colocadas em dúvida, sem confiança. No segundo, predomina o sentimento de rejeição ou desvalorização. De acordo com os autores, reconhecer esses estados pode ajudar a resolver os problemas de uma maneira mais construtiva, funcionando como aprendizados.

Cobrança é um dos piores elementos que existem em um relacionamento amoroso, podendo até levá-lo a sua extinção. Quando você cobra da pessoa que está ao seu lado qualquer coisa que seja, algo que você queria que ela fizesse ou uma atitude que você esperava, além de desrespeitá-la pela exigência, você pressiona e ainda coloca na sua fala e nos seus gestos esses sentimentos que intoxicam (como a raiva). E onde estarão a alegria, o bom humor ou o amor nessa hora?

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“Se perceber que seu parceiro se sente ameaçado, você deverá observar se está, de fato, se comportando como um adversário, isto é, buscando ganhar a discussão”, diz o psicólogo Keith Sanford, da Universidade de Baylor, no Texas. “Assumir o seu mau humor e mostrar respeito ao que ele tem para dizer é uma maneira de mostrar que você está disposto a dividir poderes, isto é, não disputar”, sugere.

Já pessoas que se acreditam negligenciadas desejam principalmente que o outro demonstre mais afeto, disposição para se comunicar e comprometimento com a relação. E um sorriso no rosto para equilibrar todos esses sentimentos: baixar as armas é essencial!

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Porém, se somente os sentimentos muito ruins prevalecerem, como muita raiva ou desprezo, vale a pena você fazer uma varredura interna, com muito carinho e respeito pela pessoa que você é, e verificar porque esses bastidores internos estão tão contaminados. As atitudes ou ações movidas por essas ervas-daninhas só fazem mal e acabam estragando o resto do jardim. Se precisar, não deixe de procurar a ajuda de um “bom jardineiro”!

Com essa decisão, cada um passa a pensar e agir de forma mais generosa, doadora, e os maiores beneficiados serão os dois, pois será uma relação com menos disputa e mais colaboração. E muito bom humor, sempre que possível. Bom humor salva!

 

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Sobre Cristina Santos:

Formada pela PUC-MG, é psicóloga clínica e hipnoterapeuta. Entre os diversos cursos de especialização, possui o de Terapia Familiar Sistêmica Breve. Faz parte da equipe de profissionais da Clínica Sofia Bauer, como psicoterapeuta de jovens, adultos, terapia familiar e de casal. Além de palestrante é autora do capítulo "Como Lidar com o Problema da Traição - uma nova abordagem no trabalho com casais" do livro Manual de Hipnoterapia Avançado e Técnicas Psicossensoriais de Sofia Bauer, Editora Wak.

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