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Amor em qualquer idade

14 de julho, 2018
Jornal da Cidade BH Notícia boa também dá audiência!

Mulher. Viver uma paixão depois dos 50, 60 ou 70 anos pode ser uma experiência estimulante e maravilhosa.

Por Cristina Santos

A espera de um telefonema, um encontro inesperado, bilhetes, flores e muitos sonhos.  Toda a magia de uma paixão arrebatadora está, também, nos planos de muitos vovôs e vovós. Afinal, o amor não tem limite de idade e pode chegar a qualquer momento da vida.

A sociedade contemporânea está passando por uma fase de envelhecimento notável. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil pode alcançar em 2025 a sexta posição no número de idosos, ou seja, cerca de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Naturalmente, o que veremos serão mais e mais casamentos de longos anos e até mesmo novos romances recomeçando em uma fase mais avançada da vida.

Apaixonar-se depois dos 50, 60 ou 70 anos pode ser uma experiência estimulante e maravilhosa, uma vez que a maturidade adquirida de outros relacionamentos, perdas, reconciliações e até mesmo traições pode ser fundamental para vivenciar o amor de uma maneira diferente. Na idade mais madura podemos escolher a prioridade dos relacionamentos em nossas vidas. Além disso, muitos chegam nessa fase sozinhos, seja pela viuvez ou por outra circunstância, o que faz do encontro do amor um momento dessas pessoas se abrirem para novas possibilidades, e acreditarem que seja possível reinventar seu dia a dia.

Ao contrário do que muitos pensam, o tempo deve ser um aliado e não um fator de desgaste na relação. Isso é mito. O tempo serve para aqueles que já encontraram seus pares valorizar ainda mais seus parceiros, os admirar, lapidar a relação e aumentar o sentimento e a parceria: o conhecido não é mesmice, é aconchego. Assim, a sintonia, a cumplicidade e o amor vão se harmonizando e tornando o relacionamento muito melhor e mais duradouro.

E é na idade mais madura que fica ainda mais evidente a valorização do carinho, da companhia e do afeto. Vontade de ter um parceiro, nos dias de hoje, é o que não falta às pessoas com mais de 60 anos. A internet, inclusive, tem feito uma bela parceria para a promoção desses encontros. De acordo com um levantamento recente da empresa IBISWorld, o mercado de sites especializados em namoro na terceira idade movimentou em 2014 cerca de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 4 bilhões) nos Estados Unidos.

Este dado aponta para outro assunto que já foi tabu em muitas discussões: o namoro e a sexualidade a parir dos 60 anos. Estar em par e ter vida sexual ativa, como em qualquer outra fase da vida adulta, é extremamente importante, desde que a pessoa assim o queira. O desejo e o prazer, fisicamente, permanecem.

Apesar do receio à solidão e à dependência ainda estarem presentes na realidade de muitos idosos, a situação está mudando: podemos ver, cada vez mais, maior interesse por informações para melhores condições de saúde, cuidar de si, olhar a vida com otimismo e alegria, desfrutando de cada momento, com muito prazer. Essa idade está no coração, dentro de cada um, e quanto mais bem-estar e bom humor, melhor parceiro seremos, pois estaremos estabelecendo, primeiramente, uma relação plena consigo mesmo.

E como a árvore representa a vida, resistindo às tempestades, às pragas, perdendo folhas e flores a cada estação, florescendo no tempo de florir e fortalecendo suas raízes, que venham novas floradas.

Foto: Divulgação


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