Jornal da Cidade BH | Notícia boa também dá audiência!

Reforma da Previdência terá prioridade sobre Imposto Único

08 de novembro, 2018
Texto: Amália Goulart
Jornal da Cidade BH Notícia boa também dá audiência!

Empresas e Negócios. Consenso entre o setor empresarial é o de que o País precisa passar por várias reformas. Porém, tendo em vista os últimos anos de recessão e um déficit bilionário para 2019, o setor passou a pedir prioridade para a aprovação da Reforma da Previdência.

Ao contrário do que alguns pensavam, ela ganha destaque, por exemplo, até sobre a criação do Imposto Único. O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, esclareceu, na semana passada, por qual motivo a Previdência deve ser priorizada.

Para ele, enquanto o tamanho do Estado não for reduzido, ou seja, os custos que o governo banca forem cortados, não poderá se falar em fazer qualquer outra reforma.

Ainda este ano

Após dezenas de declarações nesse sentido, Jair Bolsonaro contrariou parte da equipe e disse que irá à batalha para aprovar ao menos o aumento da idade mínima de aposentadoria ainda neste ano, em um esforço que deve contar com o apoio do presidente Michel Temer.

“O grande passo no meu entender, neste ano, se for possível, passar para 61 anos no serviço público para homem e 56 para mulher e majorar também um ano nas demais carreiras. Acredito que seja um bom começo para a gente entrar o ano que vem já tendo algo de concreto para nos ajudar na economia”, disse em entrevista à TV Aparecida.

O presidente precisa, agora, mostrar números que revelam o impacto de uma reforma mais tímida da Previdência. Um grupo de aliados, como Onyx Lorenzoni, pretende uma ampla reforma no próximo ano. Fato é que, se nada for feito, correremos o risco de uma retomada ainda mais lenta da economia, com estragos que ficarão para as gerações futuras.

Custo

Se não forem feitas alterações na Previdência, que consome nada menos que R$ 50 de cada R$ 100 gastos pelo governo federal, o governo não poderá fazer, por exemplo, uma reforma tributária.

O risco é o de que a mudança em tributos acabe por resultar em maior carga tributária, para fazer frente ao gasto crescente do governo. Por isso, a urgência em primeiro aprovar uma reforma da Previdência.

Até o mercado financeiro

O jornal “Valor Econômico” trouxe uma entrevista com o CEO do Citi, Michael Corbat, em passagem pelo Brasil às vésperas das eleições. O pensamento mostra que é unânime não só no setor produtivo, mas no financeiro a necessidade de diminuir o peso das contas públicas.

Segundo ele, o banco pensa em reduzir investimentos no Brasil, caso o próximo presidente não consiga viabilizar reforma que reduza custos, impactando nas contas públicas.

Foto: Divulgação/FIEMG