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O que esperam os empresários do governo Bolsonaro?

13 de dezembro, 2018
Por: Jornal da Cidade BH
Texto: Amália Goulart | Foto: Divulgação JC/Família Bolsonaro 
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Política. Esperançosos de que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, irá atender às principais reivindicações da categoria, 97% dos empresários brasileiros pretendem realizar algum tipo de investimento em 2019. É o que mostra pesquisa da Deloitte, uma das mais bem afamadas empresas de consultoria e auditoria do mundo. Ela ouviu 826 empresas com receitas, em 2017, da ordem de R$ 2,8 trilhões, ou 43% do Produto Interno Bruto (PIB).

Executivos dessas empresas disseram que a captação de recursos acontecerá especialmente por aportes dos proprietários ou acionistas (24%), empréstimo em banco de varejo (24%) e empréstimo em banco de fomento (24%). De todas as empresas, 70% pretendem captar recursos para os investimentos. Mas apenas 1% irá abrir capital (IPO).

O otimismo empresarial decorre do fato de que 56% acreditam que Bolsonaro atenderá parcialmente às medidas apontadas pela categoria para a retomada do crescimento. Outros 38% acreditam que ele atenderá totalmente. E, dentre as medidas mais lembradas, claro, estão as reformas da Previdência e a Tributária.

Quadro

Se olharmos a pesquisa veremos que ele tem confluência com os últimos números da indústria. Conforme o IBGE, em outubro, a produção nacional industrial subiu 0,2% frente a setembro. Foi a primeira alta após três meses de queda. No ano, o crescimento é de 1,8%. Os números ainda são aquém do que se espera para o País, mas revelam tendência positiva, ainda mais se levarmos em consideração a ociosidade com que opera a indústria e as expectativas em torno do governo Bolsonaro.

Desafiando as estatísticas

Principal reivindicação de quase todos os setores da sociedade civil organizada no Brasil, a Reforma da Previdência terá que passar pelo Congresso por meio de Emenda Constitucional. Várias outras propostas do futuro ministro Paulo Guedes terão o mesmo destino. O Banco BTG pactual, em relatório sobre as expectativas quanto ao novo Governo, fez um mapeamento sobre o tempo que se leva para aprovar EC no País. A média é de 21 meses para a aprovação.

O recorde ficou com proposta para reformular a Previdência do ex-presidente Lula. O petista conseguiu a aprovação em oito meses. Fernando Henrique Cardoso levou 44 meses para ver a EC da Previdência avalizada pelo Congresso. O tempo máximo para aprovação de uma emenda foi de 155 meses.

Ministérios em números

Jair Bolsonaro terá o menor número de ministros da história recente brasileira. Serão 22 pastas com os respectivos titulares. Para se ter ideia, o maior número de cargos, desde Fernando Henrique Cardoso, ficou por conta do segundo mandato de Dilma Rousseff, quando eram 39 ministérios na Esplanada. Com Lula, chegou a 37. Temer teve 29 e FHC começou o primeiro mandato com 24 e terminou com 26.

Melhores

O empresário Eugênio Mattar, CEO da Localiza, e Luís Márcio Araújo Ramos, diretor de gestão de pessoas da Usiminas, foram homenageados pela Associação Brasileira de Recursos Humanos – Minas Gerais, respectivamente, com os títulos de Personalidade Empresarial e Personalidade de RH 2018. A homenagem integrou a cerimônia do Prêmio Ser Humano. Realizada anualmente pela ABRH-MG, a condecoração tem como objetivo reverenciar o trabalho de mineiros que contribuem para o desenvolvimento profissional e da economia brasileira.

Na categoria Administração, o vencedor foi o Grupo Hermes Pardini, com o “Programa Trilha de Carreira: impacto, percepção de mobilidade e parceria na construção da carreira no grupo Hermes Pardini”.

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