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Minas desponta no agronegócio com certificação inédita no País

09 de agosto, 2019
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ENTREVISTA: Vitoriano Dornas Neto. Executivo do grupo A.R.G. explica os exigentes critérios do projeto que cria um selo de sustentabilidade para a indústria de carnes nobres no agronegócio

O consumidor cada vez mais criterioso e a concorrência com os importados têm levado a indústria de alimentos a investirem cada vez mais em tecnologia. Rígidas normas de proteção ambiental, responsabilidade social, bem-estar animal e biossegurança são apenas alguns dos critérios levados em conta, por exemplo, em linhas de carnes nobres bovinas.

Esta é a busca constante, por exemplo, das empresas certificadas pela Associação Brasileira de Angus, que para comercializar seus produtos precisam ter o selo Angus Sustentabilidade. “O processo, auditado pela certificadora alemã Tüv Rheinland, começou a ser executado em terras mineiras”, comemora o diretor de Agronegócios do Grupo A.R.G (marca Carapreta) , Vitoriano Dornas Neto, que foi o piloto nacional neste projeto de busca de qualidade com sustentabilidade.

Nesta entrevista ao JORNAL DA CIDADE, o executivo explica sobre proposta pioneira que une tecnologia e responsabilidade na produção de carnes nobres, certificadas e com rastreabilidade total, e apresenta o novo conceito de consumo em proteína animal.

JORNAL DA CIDADE – Como surgiu a ideia da marca com diferenciais sustentáveis?

VITORIANO DORNAS NETO – Surgiu de uma percepção de que o mercado buscava uma carne diferenciada, de alta qualidade, e que o produto trouxesse isso, mas que carregasse ainda o conceito de sustentabilidade através do cuidado com o meio ambiente, o apreço pelo animal e seu bem-estar, e que se preocupasse com questões sociais, indo além da pecuária do passado constantemente acusada de desmatamento e mão de obra escrava.

Nossas premissas baseiam-se em um trabalho, de fato, diferenciado, com todos os quesitos pensados às gerações futuras, agregando uma qualidade ainda inédita no Brasil; foi desta lacuna de mercado que surgiu a Carapreta.

Como o inovador projeto na produção de proteína animal vai posicionar Minas no segmento? Quais seus principais diferenciais e, naturalmente, seus impactos no produto da marca?

O produto é extremamente inovador do ponto de vista do mercado, e também sob a perspectiva de modelo de negócio quando comparado com outros case mundiais, em que busca-se uma qualidade máxima por meio do controle da produção (desde a escolha genética à indústria, passando pelos tipos e posicionamentos de corte, embalagem etc).

Nosso diferencial é deter as fazendas, indústrias e toda a área comercial da empresa sob nosso mais direto cuidado, focada em atender um cliente exigente que busca além da qualidade, mas sustentabilidade e garantia de origem do produto, sendo impactado positivamente a cada nova experiência com a marca Carapreta.

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Este é um projeto inserido numa região carente no estado, no semiárido mineiro, e além de gerar empregos, leva orgulho para o povo da região pelo envolvimento em questões para além do Brasil, com grandes players vendo Minas Gerais como referência no segmento.

De que maneira o sr. acredita que esta metodologia de produção vai resultar no modo de consumo da proteína e nos futuros investidores do meio?

Há um movimento no País desde a cerveja artesanal, passando pelos vinhos e queijos de produção local que desperta no consumidor um interesse pela origem dos produtos que são consumidos, e com a carne não é diferente.

Ela acompanha este movimento que é agora comum no Brasil batizado de “gourmetização”, sendo que este modelo de negócio garante que o consumidor tenha um produto de altíssima qualidade, carregando a história das famílias de produtores que trabalham nas fazendas e indústrias fazendo um produto extremamente diferenciado, baseado nos preceitos de respeito ao meio ambiente, aos colaboradores e ao animal em si, sempre focado no bem-estar animal massivamente criticado no passado.

Do ponto de vista do consumidor, resulta numa busca por qualidade com histórias reais; já para o empresário, é uma grande oportunidade para agregar valor ao produto produzido e, assim, transformar o segmento.

No que tange o trabalho social, como o grupo acredita que os resultados desta preocupação com os colaboradores chegam ao produto?

Esta questão social está no DNA do grupo responsável pela Carapreta, e sempre marcou presença em outros segmentos com a mesma força, buscando gerar um impacto positivo nas pessoas. Eis a origem do verdadeiro benefício intangível da nossa marca: cuidado com o produto, carinho com a produção e, acima de tudo, orgulho em fazer parte do projeto.

Nós esperamos que isso chegue à marca através da busca pelo consumidor por histórias verdadeiras, que se assemelham à nossa, quando o lucro vai além do monetário, abrangendo tudo o que tange o negócio numa verdadeira sinergia entre qualidade, cuidado e, naturalmente, o reconhecimento por parte do consumidor.

Qual a projeção para a marca neste ano de lançamento?

É atingir até dezembro, pelo menos, 13 estados brasileiros, pulverizando a Carapreta pelo Brasil. Além de fortalecer a marca tendo um número cada vez maior de pontos de vendas, levando ao consumidor exigente mais que um produto; mas sim um item de extrema qualidade e justo naquilo que se propõe.

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