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FIEMG reforça importância da análise adequada de barragens

14 de fevereiro, 2019
Por: Jornal da Cidade BH
Foto: Sebastião Jacinto Júnior
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Ação. Entidade propõe estudo aprofundado sobre métodos construtivos mais eficazes e seguros

A atuação da FIEMG desde o primeiro dia da tragédia de Brumadinho foi um dos temas em pauta na entrevista coletiva concedida na última terça-feira, dia 12, pelo presidente da entidade, Flávio Roscoe Nogueira.

De acordo com o líder industrial, a entidade apoiou, de maneira incisiva em conjunto com diversas empresas de Minas Gerais, disponibilizando desde helicópteros até caminhões frigoríficos como bens de primeira necessidade. O Sistema FIEMG atuou com uma equipe grande de assistentes sociais, médicos, profissionais habilitados atendendo várias famílias. Empresas e sindicatos enviaram recursos humanos e materiais, que são fundamentais nos trabalhos de resgate.

As doações de empresas como Usiminas, MRV, CCPR Itambé, Anglo American, CSN, CNH, Energisa, Gerdau, Nippon, Tenaris / Technit, Fiat, Sindusfarq, Petrobras, Tropeira, Alacero – Associação Latino Americana do Aço, Alcoa, FCA, AeC e Mercedes- Benz foram fundamentais.

Técnicas eficientes

Nogueira afirmou que a entidade pretende discutir com os setores de engenharia e mineral, técnicas eficientes que possam impedir que tragédias como essa voltem a acontecer.

A entidade vai propor um estudo aprofundado, onde possam ser analisados quais métodos construtivos de barragens de rejeitos são mais eficazes e seguras e identificar quais barragens têm maiores riscos para que sejam tomadas atitudes preventivas.

“Temos que trabalhar para que haja segurança com as barragens já existentes, mas também preservar a atividade econômica que é vital para todos nós, afinal sem a mineração não existe economia como nós conhecemos”, argumenta Roscoe.

A federação está em busca de parceiros, como empresas do setor de mineração, entidades de engenharia, o Governo do Estado e os órgãos ambientais para execução do estudo.

Crescimento econômico

O impacto da paralisação das atividades das minas e das barragens comissionadas pela Vale é grande para o PIB de Minas Gerais: -1,8%.

Roscoe ressalta que, neste primeiro momento, a entidade está muito preocupada com os impactos econômicos, que vão afetar diretamente a vida de milhões de mineiros e que é preciso que sejam apuradas as causas do acidente, para que possa atuar estritamente na correção e não ficar apontando em várias direções, criando mais obstáculos que o necessário.

“Identificada a causa, trabalhar para que ela seja mitigada, para que acidentes como esse nunca mais ocorram e propiciar que o impacto de crescimento não seja ainda maior do que esse de 1,8% negativo que vamos ter em função do acidente. Minas Gerais iria crescer 3,3%, agora vai crescer 1,5% em 2019 em função do acidente”, diz o presidente.

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