Jornal da Cidade BH | Notícia boa também dá audiência!

Especialização é boa maneira para se diferenciar no mercado de trabalho

12 de fevereiro, 2019
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Desemprego. Segundo dados revelados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em janeiro de 2019, o número de desempregados no Brasil caiu de 12,7 milhões de pessoas para 12,2 milhões de pessoas, ao longo de 2018, um recuo de 4,8%. Mas, apresar dessa margem ser um bom indicativo para o futuro, o índice de desempregados, que é de 11,3%, ainda assombra.

Outra pesquisa, dessa vez realizada pelo portal Trabalho Hoje, aponta que 17 dos 27 estados brasileiros seguem abrindo postos de trabalho. Minas Gerais é destaque nessa lista por ocupar a segunda colocação, com oferta média de 51,8 mil vagas, perdendo apenas para São Paulo, com cerca de 92,3 mil vagas.

Diante dessa realidade, surgem dúvidas incomuns: onde estão os profissionais para ocupar tais lugares e por que eles não estão sendo contratados? Diante deste quadro confuso, especialistas destacam que a falta de capacitação profissional, o aprimoramento das técnicas e o pouco conhecimento acadêmico podem ser as respostas.

“Observamos que no Brasil a mão de obra ainda é bastante primária e vai na contramão do desenvolvimento do país. Acreditamos que cada vez mais o mercado demanda especialistas para desenvolverem funções muito específicas, enquanto as pessoas nas filas de espera ainda não buscaram capacitação suficiente para satisfazer essa demanda. Não havendo essa capacitação, as empresas optam por manter a equipe já contratada e aquela vaga permanece em aberto”, explica a empresária mineira, diretora e consultora, da Leaders-HR Consultantes, Astrid Vieira.

Astrid menciona a Construção Civil para exemplificar sua colocação. “Uma boa comparação vem da Construção Civil. Uma Construtora acabou de angariar um projeto e sai em busca de uma pessoa que tenha experiência ou seja especializado na construção de pontes. Porém, a graduação em engenharia civil capacita o profissional de uma maneira geral e não oferece a ele a oportunidade de se especializar em construção de pontes. Portanto, esse profissional precisaria de buscar essa capacitação e, na maioria das vezes, isso não acontece. Em contrapartida, a empresa acaba não contratando ninguém”, explica.

Além disso, Astrid menciona que pequenos detalhes também são cruciais para a ocupação de boas vagas. “Estar bem conectado com o meio digital ajuda bastante. Além disso, saber vários idiomas; em especial o inglês, apresentar certificação de cursos, ter boas referências de empregos anteriores e, acima de tudo, ter um bom domínio da língua portuguesa, porque hoje em dia em uma entrevista de emprego, o RH fica de olho – ou melhor, com os ouvidos apurados no linguajar do candidato. Seguindo essas dicas, poderemos ter uma mão de obra forte, e boas vagas ocupadas por bons profissionais”, conclui.

 

 

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