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Com 128 casos de coronavírus confirmados em Minas, empresários doam para compra de novos aparelhos

23 de março, 2020
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Saúde. Nesta segunda feira, 23, novos casos foram confirmados como positivo para o novo coronavírus, em MG. De acordo com a Secretaria do Estado de Minas Gerais, até o momento, foram notificados 8.149 casos de infecção humana pelo COVID-19. Destes casos, 7.766 estão em investigação como suspeitos e cento e vinte e oito (128) casos foram confirmados.

Confira os municípios que tiveram casos confirmados:

Município de residência n
Belo Horizonte 60
Betim 1
Bom Despacho 1
Campos Altos 1
Contagem 1
Contagem 1
Coronel Fabriciano 1
Divinópolis 1
Ipatinga 1
Juiz de Fora 8
Lagoa da Prata 1
Mariana 2
Nova Lima 7
Patrocínio 1
Poços de Caldas 1
Sete Lagoas 2
Timóteo 1
Uberaba 3
Uberlândia 6
Em investigação 28




Filantropia

Apesar do cenário da pandemia do novo coronavírus assustar a população, algumas ações servem como acalento para o coração do brasileiro. É o caso do anuncio feito pelo empresário mineiro Rubens Menin, fundador da MRV Engenharia, na noite domingo, 22. Pela sua conta no twitter, Menin revelou uma doação R$ 10 milhões para a compra de respiradores para Estado de Minas Gerais. Cada aparelho custa, em média, R$ 100 mil.

A iniciativa faz parte do Movimento Bem Maior, dos empresários Elie Horn (Cyrela), Eugenio Mattar (Localiza) e Rubens Menin (MRV e Banco Inter) e do apresentador Luciano Huck, e do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis). A campanha usa a plataforma de crowdfunding (financiamento coletivo) para causas sociais BSocial.

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O objetivo é que o dinheiro seja usado na compra de material de proteção para médicos e enfermeiros, testes para diagnóstico de Covid-19, respiradores e equipamentos para UTI.

Teste rápido

Em meio a tudo isso, uma agilidade no teste que identifica o novo Covid-19 pode facilitar o tratamento. A startup paranaense de equipamentos de saúde Hi Technologies, especializada em exames laboratoriais, está produzindo um lote de testes para diagnosticar o coronavírus, cujo avanço rápido no país tem ampliado a demanda por prevenção e detecção da doença.

De acordo com o cofundador e presidente da companhia, Marcus Figueiredo, o teste foi validado há poucos dias e o primeiro lote chegará a alguns clientes na semana que vem, chegando depois a farmácias e hospitais de algumas das cidades mais populosas do país a partir de abril.

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O procedimento de teste é feito de forma remota, com a amostra de sangue coletada numa cápsula e introduzida com reagentes num dispositivo portátil. O resultado é transmitido instantaneamente para um laboratório físico, onde os dados são processados com uso de algoritmos antes da emissão de um laudo. O resultado sai em até 15 minutos, ao custo de 130 reais, diz a empresa.

Segundo Figueiredo, o procedimento é compatível com testes rápidos anunciados há cerca de um mês na China, onde a doença surgiu na virada do ano. O nível estimado de precisão do teste da Hi é de 93% a 98%.

Diferente de alguns sistemas utilizados até agora no país, que permitem detectar a doença mesmo antes de uma pessoa ter sintomas da doença, a tecnologia da Hi é para casos em que o indivíduo já apresenta sintomas do novo coronavírus há pelo menos três dias.

A detecção é feita por meio de um anticorpo produzido pelo próprio indivíduo, e não do Covid-19.

Além da startup, hospitais e outras empresas de diagnósticos médicos brasileiros estão desenvolvendo seus próprios mecanismos de testes para o coronavírus. As empresas de diagnósticos médicos Fleury, Dasa e Hermes Pardini têm aplicado testes desde fevereiro.

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De acordo com Figueiredo, esses recursos de diferentes instituições de saúde devem estar disponíveis no mercado nas próximas semanas, à medida que o número de casos da doença cresce rapidamente no país, elevando a procura das pessoas por testes em ambientes alternativos aos de hospitais públicos.

Até esta quinta-feira já foram contabilizadas sete mortes ligadas ao coronavírus no Brasil, sendo cinco em São Paulo e duas no Rio de Janeiro.

De acordo com Figueiredo, embora a demanda deva crescer na mesma velocidade que o total de casos confirmados, o volume de testes deve crescer de forma planejada.

“A capacidade produtiva não é o maior desafio, mas não posso colocar 1 milhão de testes no mercado, porque essa é uma epidemia que deve ter vida curta”, disse o executivo. “No momento, estamos atendendo as encomendas.”

Criada em 2017, a Hi se apresenta como uma healthtech, plataforma de tecnologia de serviços de saúde. A empresa afirma que já está trabalhando com seu sistema de laboratório portátil com redes de farmácias incluindo RD, Pague Menos e Panvel para detecção de doenças como Aids, Zika, Chikungunya, dengue, hepatites e diabetes.

A startup tem uma equipe de 125 pessoas, incluindo farmacêuticos e engenheiros de medicina, com parte da equipe rodando o noticiário global sobre epidemias para eventualmente desenvolver testes para detecção delas.

A companhia tem entre os sócios a Positivo Tecnologia e os fundos de venture capital monashees e Qualcomm Ventures.

Foto: REUTERS / Agustin Marcarian

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