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Cruze


 

Espaço e design são qualidades que colocam modelo com boa opção entre os sedãs médios

Não dava mais para o Vectra e a General Motors sabia disso. No concorrido segmento dos sedãs médios, o representante da "gravatinha dourada" já não tinha mais fôlego para encarar os japoneses Toyota Corolla e Honda Civic, além dos novatos VW Jetta, Renault Fluence e Peugeot 408. Dessa necessidade veio o Cruze, modelo que chegou credenciado como o Chevrolet mais vendido em todo o mundo. E também foi bem aceito pelos consumidores brasileiros já que, em alguns momentos no fim do ano passado, só ficou, em vendas, atrás do Corolla, lide da categoria.

Testamos a versão top de linha, a LTZ, e, de cara, ela já cativa pelas belas linhas, com um visual bem esportivo com destaque para a enorme grade bipartida - a identidade visual da Chevrolet - que está em harmonia com o restante do sedã, além do teto curvo, que lembra um cupê. Detalhes cromados, como as maçanetas e os retrovisores, dão um toque de sofisticação.

No interior, o destaque é a divisão do espaço dos ocupantes que vão à frente. Com um console central bem evidente, o Cruze adota o conceito de duplo cockpit, aumentando a sensação de esportividade. O acabamento é bom e a escolha dos materiais, como o revestimento em dois tons diferentes de couro, deixa o carro com um aspecto jovial. O pacote de equipamentos de série é outro destaque. A configuração avaliada traz de fábrica airbags frontais e laterais, ABS com EBD, controle de tração e de estabilidade, ar-condicionado automático, cruise control, direção elétrica e rádio/CD/MP3/USB/Bluetooth. A configuração testada, a topo de linha LTZ, ainda adiciona a transmissão automática, airbag tipo cortina, sensor de estacionamento traseiro e de luminosidade e sistema de som com tela de 7 polegadas e GPS e sai por R$ 78.900.

A motorização também é inédita na linha Chevrolet no Brasil. O Cruze é equipado com o propulsor Ecotec 1.8 16V que rende 140 cv com gasolina e 144 cavalos com etanol a 6.300 rpm. O torque é de 17,8 e 18,9 kgfm a 3.800 giros com os mesmos combustíveis respectivamente. O câmbio é automático de seis marchas. Trata-se de um conjunto que coloca o sedã da GM na média dos melhores da categoria. A suspensão é firme, cobra o preço ligeiramente no conforto, mas garante boa estabilidade ao modelo.