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CAMPANHA COM GISELE BÜNDCHEN GERA POLÊMICA

O anúncio da über-model Gisele Bündchen para a marca de lingerie Hope causou muita polêmica desde que foi para o ar, no dia 20 de setembro. Na campanha, chamada "Hope Ensina", a modelo explica como as mulheres deveriam dar as más notícias aos maridos.
No primeiro momento, Gisele Bündchen aparece vestida de forma casual, o que é rapidamente considerado errado. Em seguida, a modelo repete a notícia, vestida apenas com lingerie, informando que bateu o carro e que ultrapassou o limite do cartão de crédito, entre outras coisas do cotidiano feminino.
Segundo a Secretaria de Políticas para as Mulheres, o problema da campanha é o incentivo as brasileiras a usarem o seu charme para que os maridos sejam mais compreensivos com elas. A secretaria alega ter recebido várias queixas contra a campanha da marca Hope, afirmando que a mesma representa a mulher como objeto sexual.
Em resposta às queixas, a marca explicou que teve o "objetivo claro e definido de mostrar, com bom humor, do que a sensualidade da mulher brasileira é capaz". Alegou ainda que não teve qualquer intenção de usar exemplos sexistas e que Gisele Bündchen foi escolhida exatamente para afastar qualquer problema relacionado com dependência econômica - uma vez que a super-modelo é a mais bem paga da sua área e possui um salário anual superior ao de seu marido, o jogador de futebol americano Tom Brady. Mesmo assim, a Secretaria de Políticas para as Mulheres pediu a suspensão da campanha afirmando que a propaganda promove o estereótipo equivocado da mulher brasileira.
Dá para acreditar que ainda existam pessoas com este tipo de pensamento? Desde que o mundo é mundo a mulher sabe muito bem como influenciar o marido quando quer. Será que somos nós as coitadinhas? As situações apresentadas na campanha são brincadeiras, piadas do dia-a-dia e em hipótese alguma deveriam ser tomadas como depreciativas à figura feminina. A única coisa que o governo está conseguindo com isso é turbinar a campanha da Hope, chamando a atenção de todos para a marca.
Com todo este tumulto, a tal Secretaria de Políticas para as Mulheres corre um grande risco; o de cair no ridículo. Será que não anda faltando foco e um pouco mais de trabalho para este órgão? Com tanto assunto importante para ser discutido, porque perder tempo com inofensivas propagandas? Não seria mais útil esclarecer porque mais de 1.500 mulheres morrem por ano no Brasil por complicações no parto, e que uma a cada quatro mulheres sofre violência doméstica? E o salário, 34% menor do que os homens para exercer as mesmas funções? Acorda Brasil!
Estamos em uma época diferente. Assim como a nova geração precisa aprender e muito com os mais velhos, os de outras décadas precisam acompanhar a modernidade, aprender a viver o tempo real! A mulher brasileira sabe muito bem o que quer e não precisa de tutela, de biquíni ou lingerie.
E você, o que acha?
Bjs;

Olívia Borges da Costa