O arquiteto e urbanista Flávio Carsalade desenvolveu para o JORNAL DA CIDADE uma proposta que já tinha sido apresentada em um concurso promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte, em 1989.
O projeto contempla a região Central de BH e o Vale do Arrudas, tendo a sua base a grande disponibilidade de terrenos públicos subutilizados e de grande potencial de ocupação existente na área (terrenos da PBH, vias públicas subutilizadas, terrenos da extinta Rede Ferroviária Federal) capazes de, em conjunto, alterar significativamente a qualidade do espaço público e costurar a cidade nos sentidos leste-oeste (ao longo da via férrea) e norte-sul (Centro-Floresta), aproveitando ainda o leito da ferrovia que seria coberto por uma grande laje de modo a possibilitar a criação de um parque público por sobre ela.
Os princípios da proposta são a criação de um percurso linear contínuo desde a Serraria Souza Pinto até a Estação Lagoinha do Metrô (a qual se comunica com a Estação Rodoviária por laje construída sobre a Avenida do Contorno e o Ribeirão Arrudas), passando pela Praça da Estação,e a criação de um parque público em dois níveis um no nível da Avenida do Contorno e outro por sobre o leito férreo no nível do Bairro Floresta) conectados por circulações verticais públicas.
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